Justiça portuguesa congela 72 milhões de euros do general “Dino” a pedido das autoridades angolanas

A justiça portuguesa congelou cerca de 72 milhões de euros pertencentes ao general Leopoldino do Nascimento “Dino”, distribuídos por várias contas bancárias em Portugal, na sequência de um pedido de cooperação apresentado pelas autoridades angolanas.

Leopoldino do Nascimento, antigo aliado e homem de confiança do ex-Presidente José Eduardo dos Santos, contestou a medida, alegando que o arresto apresentava diversas irregularidades. No entanto, em abril deste ano, o Tribunal da Relação de Lisboa decidiu manter a apreensão dos fundos.

A defesa sustentou que parte do dinheiro congelado pertencia à esposa do general, falecida em 2021, pelo que uma parcela dos valores deveria ser reconhecida como património das quatro filhas do casal, enquanto herdeiras legítimas.

Durante os anos de governação de José Eduardo dos Santos, Leopoldino do Nascimento destacou-se como uma das figuras mais [texto cortado]

em áreas como petróleo, banca, telecomunicações, indústria, distribuição e comunicação social. Estimativas apontam que o seu património chegou a aproximar-se de mil milhões de dólares, tendo parte dessa fortuna sido posteriormente entregue ao Estado angolano.

Em novembro do ano passado, o Tribunal Supremo de Angola condenou “Dino” a cinco anos de prisão por crimes de falsificação de documentos, branqueamento de capitais, entre outros, absolvendo, porém, o segundo arguido deste processo, o general ‘Kopelipa’.

Victor Manuel

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