TAAG prepara venda do Boing 737 a companhia cabo-verdiana

EXCLUSIVO.* Companhia de bandeira angolana e operadora cabo-verdiana estão acordadas para a venda da aeronave no fim do ano. Para já, falta a definição do preço do avião que terá rendido aos cofres da TAAG cerca de 15 milhões de dólares em aluguer.

Por Guilherme Francisco

> O conselho de administração da TAAG está em processo de venda de um avião Boeing 737-700, alugado à transportadora aérea cabo-verdiana TACV desde 2022, apurou o Valor Económico de fonte ligada à companhia nacional de bandeira.
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> Há quatro anos que a companhia aérea nacional angolana, de matrícula D4-CCI, se encontra na posse da TACV no quadro de um contrato de leasing, sem opção de compra, cuja prestação mensal está fixada em 250 mil dólares. Actualmente, a administração da TAAG está em processo avançado para a venda do activo à congénere cabo-verdiana, com quem já mantém negociações nesse sentido.
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> A venda, assegura a fonte, será realizada no fim deste ano, mas ainda não tem preço definido. A garantia de venda já foi comunicada à TACV que está interessada na aquisição integral da aeronave. A mesma fonte justifica a opção pelo facto de constituir-se um “bom negócio” após “gerar rentabilidade através do lease.”

*MEMORIZE*
De acordo com fonte familiar ao processo, a venda será realizada no fim deste ano, muito embora ainda não tenha sido definido o preço. A garantia de venda já foi comunicada à TACV, que está interessada na aquisição integral da aeronave, estando à espera apenas pelo preço e fechar o contrato de venda.

> A aeronave efectua ligações entre Cabo Verde e a Europa. Durante este período, os rendimentos obtidos da TAAG cerca de 15 milhões de dólares, o equivalente a cerca de 2 mil milhões de kwanzas.

> no caso dos aviões de longo curso Boeing 787 Dreamliner. A filosofia faz, exactamente, isso com um Dreamliner seu para os voos europeus da Air Congo, por exemplo. Por outro lado, muitos dos custos que tem sobre a TAAG têm origem na sua própria estrutura, que também impõem um aproveitamento noturno de alguns dos aviões da frota de médio curso da TAAG”, analisa.

> O especialista aponta a necessidade de serem ultrapassados as limitações financeiras e de manutenção da companhia angolana desses aviões para empresas aéreas fora de Angola, de modo a torná-la atractiva. Ou seja, não é fácil encontrar clientes potenciais para estes aviões.

> *NOVOS AVIÕES, “PÉSSIMO NEGÓCIO”*
> Em sentido contrário, a operadora angolana recebeu, em Setembro, sinal verde do Ministério dos Transportes, para endividar-se com vista a aumentar a sua frota com sete aeronaves do tipo Airbus 320-200. O valor do contrato não é público e será assegurado via financiamento do Bank of Utah e Wilmington Trust Company. A operação elevará para 12 o número de Airbus 220-300.
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> Para Pedro Castro é uma decisão pesada, “por entender que vai aumentar também o facto de mais prejuízos terá, ‘trata nova frota cara, o investimento brutal. Para compensar o investimento, tem de ter a entrada de dinheiro para dar o retorno desse investimento. Não é o que está a acontecer. Mas como a TAAG e do Estado e o Estado cobre o prejuízo de qualquer valor e não se impõe as exigências de gestão económico-financeira de uma empresa aérea normal’, e prossegue.
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> O mesmo especialista lança suspeições em torno do negócio autorizado pelo Ministério dos Transportes, argumentando ser “bastante permeável à corrupção”. Para si, “o problema está no Governo estar praticamente em gestão e com alguma incógnita sobre o que vem a seguir.”

Valor Econômico 

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