Vários oficiais do Serviço de Inteligência Externa (SIE) de Angola foram empossados, no último sábado, em França, sob a estrutura da União das Associações Locais de Angola (AMANGOLA), durante uma cerimónia que serviu igualmente para o lançamento do projecto sociocomunitário “Com Educação e Civismo, Todos Construímos Angola”.
Entre os empossados destacam-se Domingas Mateus Ngola, nomeada delegada-geral da AMANGOLA em França, Sandra Salvador, responsável pela Administração, Finanças, Programas e Projectos, Joelson dos Santos, encarregado do Acompanhamento das Associações Locais, Mobilização e Acção Comunitária, e Tomás Lukano, responsável pela Informação, Novas Tecnologias e Cooperação Associativa.
A nova estrutura integra ainda Jasmin Maria Mateus, delegada regional para o Norte de França, Fernando Manuel (Sul), Daniel Afonso Bengue (Centro), Nancy Tamako (Oeste) e Estêvão Manuel (Este).
Fontes do Imparcial Press garantem que sete dos empossados são oficiais do Serviço de Inteligência Externa (SIE) colocados em França, surgindo agora sob a veste de activistas associativos.
A cerimónia contou com a presença da embaixadora de Angola em França, Guilhermina Prata, que felicitou os novos responsáveis e enalteceu a iniciativa, considerando que a tomada de posse representa um compromisso de serviço à comunidade angolana residente naquele país.
“Angola conta convosco. Conta com o vosso conhecimento, com a
vossa experiência, com a vossa disciplina profissional, com a vossa capacidade de diálogo intercultural e com a vossa vontade de contribuir para o desenvolvimento nacional”, afirmou a diplomata.
Durante o acto foi igualmente apresentado o projecto “Com Educação e Civismo, Todos Construímos Angola”, uma iniciativa da AMANGOLA para o período 2025-2028, destinada à promoção de valores patrióticos, éticos e culturais junto das comunidades angolanas na diáspora.
O presidente da organização, Job Capapinha, explicou que a associação pretende reforçar o envolvimento dos angolanos residentes em França em programas de integração social, formação técnico-profissional, empreendedorismo, bolsas de estudo e valorização da identidade nacional.
Segundo o responsável, a comunidade angolana em França reúne um número significativo de empresários, estudantes, técnicos e quadros especializados, cujo potencial pode ser canalizado para apoiar o desenvolvimento económico e social de Angola.
A presença de quadros ligados ao Serviço de Inteligência Externa na nova estrutura da AMANGOLA surge num contexto em que as autoridades angolanas têm procurado reforçar o controlo das comunidades residentes no exterior.
O Serviço de Inteligência Externa é o órgão do Estado encarregue da produção de informações estratégicas e da execução de acções de inteligência destinadas à defesa dos interesses nacionais, à protecção da segurança externa do país e à preservação da ordem constitucional.
A cerimónia terminou com um apelo ao fortalecimento do associativismo angolano na diáspora e à participação activa dos cidadãos em iniciativas voltadas para o desenvolvimento de Angola.
Imparcial Press
