O ministro da agricultura autorizou uma despesa de 3,9 mil milhões de kwanzas (4,2 milhões de dólares) para a compra de sementes de milho de polinização aberta (OPV na sigla em inglês) e de milho híbrido, adaptáveis aos efeitos das alterações climáticas, no quadro das acções de mitigação da seca, nas regiões sul e centro do País.
Em quatro despachos distintos, Isaac dos Anjos recorreu ao procedimento de contratação emergencial, modalidade que dispensa a licitação, usada na administração pública para dar resposta a situações urgentes de calamidade pública ou risco iminente, para a aquisição de sementes melhoradas e adaptáveis às alterações climáticas.
Nos documentos consultados pelo Novo Jornal é argumentado que esta aquisição de sementes – não é avançada a quantidade – servirá para o reinício do ciclo produtivo agrícola nas províncias do Cunene, Namibe, Huíla, Cuando Cubango, Bié e Moxico.
Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), as sementes de milho OPV (Open-Pollinated Variety) são variedades que se reproduzem naturalmente através do vento ou de insectos, permitindo que o próprio agricultor guarde as sementes da colheita actual para plantar na época seguinte. São mais baratas e sustentáveis a longo prazo, já que não precisam de ser compradas anualmente como acontece com os híbridos e são indicadas para regiões de agricultura familiar ou zonas sujeitas a stress hídrico, como é o caso das regiões fustigadas pela seca.
Já as semente de milho hibrido são mais resistentes a pragas, doenças e mudanças no clima. Este tipo de sementes produz muito mais quilogramas de milho por hectare do que as sementes comuns.
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