Angola perde capitais para Portugal: famílias escolhem Lisboa em vez de Luanda

Em 2025, os angolanos adquiriram 4.145 imóveis em Portugal, pagando em média 244 mil euros por transacção, com recurso a financiamento bancário e fundos próprios — um crescimento de 2,2% face ao ano anterior. Os angolanos foram o segundo grupo de estrangeiros que mais casas comprou em Portugal, responsáveis por 2,8% do total das transacções realizadas por compradores estrangeiros, num ranking liderado pelos brasileiros.

No crédito à habitação, a posição repete-se: os angolanos representaram 6% do crédito concedido por bancos portugueses a estrangeiros, atrás apenas dos brasileiros, que concentraram 44% do total.

Os motivos que levam os angolanos a investir no mercado imobiliário português prendem-se essencialmente com a procura de estabilidade, segurança, saúde e educação para os filhos. A diferença nas condições de financiamento é também um factor determinante: em Portugal, as taxas de juro situam-se entre os 3,0% e os 3,5%, enquanto em Angola o Aviso 9 fixa um tecto máximo de 7%. Acresce que os bancos angolanos são historicamente conservadores na concessão de crédito à habitação, o que limita o acesso ao financiamento interno.

Segundo o Relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal, os estrangeiros representaram 28% das compras de habitação em Portugal no ano passado. Os principais países de origem foram Brasil, Angola e França. Os brasileiros lideraram com 9.808 transacções, um crescimento de 27,5% face a 2024.

  • Expansão
Voltar ao topo