Desde que assumiu a presidência da Assembleia Nacional, em Novembro de 2025, Adão Francisco Correia de Almeida tem vindo a adoptar um estilo de liderança marcado pela contenção de despesas e pela simplificação dos meios protocolares colocados à disposição do cargo.
Segundo apurou o Club-K, o presidente do Parlamento angolano optou por não utilizar as aeronaves disponibilizadas pela Presidência da República para as suas deslocações oficiais ao exterior, uma prática seguida pelos seus antecessores.
Em alternativa, Adão de Almeida tem viajado em voos comerciais regulares, privilegiando a companhia aérea de bandeira nacional.
A opção representa uma mudança significativa em relação ao passado recente. Fernando da Piedade Dias dos Santos, que presidiu à Assembleia Nacional durante cerca de 11 anos e quatro meses, dispunha de uma aeronave presidencial para as suas missões internacionais e fazia-se acompanhar por um grupo avançado responsável pela preparação logística das deslocações oficiais.
Já o actual presidente da Assembleia Nacional dispensou o grupo avançado, não utiliza batedores nas suas deslocações e tem reduzido substancialmente o número de elementos que o acompanham em viagens oficiais.
Em finais de Abril deste ano, Adão de Almeida deslocou-se a Maputo, no âmbito da diplomacia parlamentar e da concertação política entre Angola e Moçambique.
De acordo com fontes consultadas pelo Club-K, o presidente da Assembleia Nacional viajou apenas acompanhado por um guarda-costas, contrastando com delegações anteriores que integravam cerca de dez elementos.
Desde que assumiu funções, Adão de Almeida tem igualmente procurado reduzir os custos operacionais do Parlamento.
Entre as medidas adoptadas está a decisão de não adquirir novas viaturas protocolares para os deputados, contrariando práticas anteriormente equacionadas pela administração parlamentar.
Fontes parlamentares referem ainda que o actual presidente da Assembleia Nacional resolveu pendências financeiras relacionadas com deputados da UNITA, que há vários anos se queixavam de dificuldades no acesso a determinados direitos e benefícios administrativos, situação que atribuíam à gestão do antigo secretário-geral da Assembleia Nacional, Pedro de Neri.
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