Fontes do Tribunal da Comarca de Luanda afirmam que Joaquim Salombongo nunca foi juiz de garantias nem do processo que envolve empresa RADAY

Fontes do Tribunal da Comarca de Luanda (TCL) garantem que o juiz de direito Joaquim Fernando Salombongo não exerceu, nem exerce funções de juiz de garantias no processo n.º 48674/2935/25-LDA, nem manteve qualquer relação com a empresa RADAY – Comércio e Serviços, Lda., ou com o seu proprietário.

Segundo fontes próximas do magistrado, a informação surge na sequência de conteúdos que procuram associar o seu nome ao referido processo e a eventuais negócios ou actos ilícitos relacionados com a empresa, numa narrativa que, segundo as informações recolhidas, não correspondem aos factos.

Acrescentam que a sua actuação profissional tem sido pautada pela observância da lei, pelo respeito pelos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos e por uma conduta responsável no exercício da magistratura.

“Não existe participação de Joaquim Fernando Salombongo no processo n.º 48674/2935/25-LDA, nem elementos que permitam estabelecer uma relação entre o magistrado e a empresa RADAY”, reforçou.

De acordo com as apurações, qualquer publicação que apresenta Salombongo como juiz de garantias desse processo ou que o associe a alegadas negociações envolvendo a referida empresa carece de fundamento factual, à luz das informações actualmente disponíveis.

A fonte entende que, a tentativa de relacionar o nome de Joaquim Fernando Salombongo com o actual caso envolvendo o presidente suspenso do Tribunal da Comarca de Luanda, Paulino Gaspar Cândido, também deve ser tratada com rigor e imparcialidade, segundo fontes o magistrado tem apenas boas relações profissionais com o Paulino Gaspar Cândido.

Entretanto, segundo informações divulgadas esta semana, o Conselho Superior da Magistratura Judicial instaurou um processo disciplinar contra o magistrado e determinou a sua suspensão de funções.

A decisão foi tomada na sequência da 8.ª Sessão Ordinária da Comissão Permanente do CSMJ, realizada em 16 de Setembro, acrescentando que o órgão só deverá pronunciar-se publicamente sobre o caso após a conclusão do processo.

“Não há qualquer fundamento para estabelecer, por associação, uma ligação entre Joaquim Fernando Salombongo e as alegações que envolvem Paulino Gaspar Cândido”, sustentou.

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