SUAVE em Polémica em Volta do Selo “Feito em Angola” e Atuação da Polícia por produtos expirados e a denúncia de alergia e infecções da pele por uso dos produtos fabricados pela Empresa.
A atribuição do selo de qualidade “Feito em Angola” recentemente pelo Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM) à SUAVE, que celebrou recentemente a certificação de 164 produtos está gerar perplexidade entre funcionários e consumidores, que acusam a empresa de corrupção e de ter feito publicidade enganosa para limpar a sua imagem.
A empresa SUAVE, vocacionada para a produção, embalagem e distribuição de produtos de higiene em Angola, está no centro de uma forte controvérsia. Trabalhadores da instituição denunciam péssimas condições de trabalho, atrasos salariais e comportamentos de arrogância por parte da direção.
A indignação aumentou após o falecimento de Manuela José Rodrigues, ocorrido no passado domingo 19, vinda da província do Huambo, apontada por colegas como vítima de forte pressão psicológica exercida pela diretora da empresa.
Além do clima laboral tenso, a sociedade angolana volta a questionar abertamente a qualidade dos produtos de higiene fabricados pela SUAVE.
Relatos recolhidos pelo jornal A Polémica Angola News indicam uma onda de reacções alérgicas na pele de crianças, levantando suspeitas sobre o uso de matéria-prima fora do prazo de validade na linha de produção.
POLÉMICA EM VOLTA DO SELO “FEITO EM ANGOLA” E ACTUAÇÃO DA POLÍCIA
A atribuição do selo de qualidade “Feito em Angola” pelo Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM) à SUAVE que celebrou recentemente a certificação de 164 produtos, que gerou perplexidade entre funcionários e consumidores.
Fontes internas e cidadãos ouvidos pela reportagem questionam a veracidade do processo de certificação:
Histórico de Apreensões: Relembram que forças policiais, nomeadamente o Serviço de Investigação Criminal (SIC) e a Direção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), já desmantelaram e apreenderam anteriormente grandes quantidades de produtos expirados da empresa no município do Icolo e Bengo, mas a empresa terá usado a sua influência financeira para abafar o caso, considerado como um crime público, devido à alergia provocados em crianças e mulheres, como consequência do uso destes produtos higiênico da SUAVE.
Denúncias de Suborno: Trabalhadores alegam que o caso terá sido abafado na altura e classificam a recente certificação como uma “cortina de fumo” e simulação sem o devido controlo em laboratórios de qualidade.
Declarações de Funcionários: Madalena António, trabalhadora da empresa, expressou surpresa quanto ao certificado do INAPEM, afirmando:
“Nós aqui ganhamos mal, os clientes reclamam da qualidade, a Polícia até já apreendeu produtos expirados. Como pode o INAPEM dar crédito de qualidade se não testou os produtos em laboratório?”
Em contrapartida, durante a cerimónia de entrega da certificação, a diretora da SUAVE declarou que a conquista reflete o “empenho contínuo da equipa, o investimento em processos de excelência e a dedicação em contribuir para o desenvolvimento sustentável da economia angolana”.
DESPEDIMENTOS INJUSTOS E RECUSA DE SINDICALIZAÇÃO
Esta não é a primeira vez que a SUAVE enfrenta denúncias públicas. Relatos apontam que, no início de 2024, mais de 50 funcionários denunciaram despedimentos ilegais após tentarem constituir uma comissão sindical para defender os seus direitos.
Principais Reclamações dos TrabalhadoresAtrasos Salariais e baixos rendimentos no setor de produção.Falta de Proteção Social: Ausência de descontos/inscrição no INSS.
Repressão Sindical e Psicológica: Despedimentos arbitrários de quem adere ao sindicato, como Relatos de arrogância e maus-tratos pela administração.
Custódio Domingos, um dos trabalhadores afetados, confirmou em 2024, que a empresa rejeitou categoricamente a presença do sindicato, afastando os aderentes sem o devido respeito à legislação laboral em vigor.
Outro funcionário, João Manuel, reforçou que as práticas da empresa não alinham com os padrões de valorização da produção nacional nem promovem a confiança do consumidor.
Um grupo com mais de cinquenta funcionários da empresa vocacionada para a produção industrial, embalagem e distribuição de produtos de higiene, em Luanda, denunciam a suave, de despedimentos injustos, por estes, terem-se afiliado a uma comissão sindical.
Segundo os mais de 50 funcionários da empresa privada suave, na sua maioria jovem, que denunciaram o suposto despedimento ilegal, em causa está, a constituição de uma comissão sindical, rejeitada pela empresa.
Reportam a este Jornal terem sido afastado sem o devido respeito a lei, e adiantam por outro lado, que a empresa, há muito que não os assegura junto do Instituto Nacional de Segurança Social ( INSS).
“Estamos a ser despedidos por fazermos parte de um grupo que decidiu constituir um sindicato para vir à empresa, e a empresa como não quer sindicato, todos aqueles que estão a aderir estão a ser despedidos”, diz Custódio Domingos, funcionário da Suave.
APELO DE ESCLARECIMENTO PÚBLICOS
Diante da gravidade das acusações e dos impactos na saúde pública, diversos setores da sociedade angolana apelam ao INAPEM para que venha a público esclarecer:
Em que laboratórios (nacionais ou internacionais) foram efetuados os testes de conformidade dos produtos certificados da SUAVE.
Quais as metas e mecanismos de acompanhamento contínuo aplicados à referida empresa para salvaguardar o consumidor angolano.
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