À semelhança de outros anos, em 2025 a transportadora aérea nacional manteve as contas “no vermelho”, apesar de uma queda de 2,5 milhões USD nos prejuízos face a 2024. Administração justifica resultados com modernização da frota e transição para o Novo Aeroporto Internacional de Luanda e admite que subida do preço do Jet A-1 este ano é uma dor de cabeça.
Os prejuízos da TAAG encolheram 2% em 2025, ao passar de 147,1 milhões USD em 2024 para 144,7 milhões no ano passado, tratando-se do terceiro exercício financeiro consecutivo em que a companhia de bandeira nacional apresenta resultados líquidos negativos.
Preços dos combustíveis dispararam este ano devido ao conflito no Médio Oriente e pressionam os resultados deste ano, com a administração da companhia a admitir adaptar rotas e aumentar preços.
Nos últimos 10 exercícios, entre 2016 e 2025, apenas por uma vez a TAAG registou lucros (de 500 mil USD, em 2022), enquanto os resultados negativos acumulados atingiram 1.472,9 milhões USD, segundo cálculos do Expansão.
“Esse resultado reflecte, em grande medida, o impacto de investimentos estruturantes associados à modernização da frota, à reorganização operacional, à transição aeroportuária, ao reforço da capacidade técnica, à recuperação dos sistemas afectados pelo ciberataque e à implementação de medidas essenciais para assegurar a sustentabilidade futura da companhia”, disse Clóvis Rosa, presidente do conselho de administração da transportadora, durante a conferência de imprensa de balanço das actividades de 2025.
O elevado valor dos prejuízos acumulados na última década coloca em causa a sustentabilidade da empresa, que se encontra em processo de modernização, expansão e reorganização, com vista ao processo de alienação parcial, que segundo o Governo deverá acontecer ainda este ano, depois de sucessivos adiamentos.
Apesar estes números, a administração da TAAG considera que a companhia “entrou num novo ciclo”, sendo 2025 um “ano de reorganização, estabilização operacional e preparação estrutural da companhia”, apontando para este ano o momento de viragem da empresa. “2026 tem de ser um grande ano de viragem. Maior disciplina, maior rigor, maior exigência interna. E um ano de consolidação efectiva da transformação da TAAG.
A companhia não pode acomodar-se aos desafios”, avançou o PCA. Contactado pelo Expansão, o economista Pedro Silva considera que um dos principais desafios…
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