PCE DA TAAG PROMOVE AUMENTOS SALARIAIS SELECTIVOS E EXCLUI GRUPOS DE TRABALHADORES

  1. O braço-de-ferro entre a administração da TAAG e os técnicos de manutenção de aeronaves continua a expor fissuras na chamada paz social da empresa.

    Em maio de 2025, um grupo de três trabalhadores, em representação do Sindicato de Técnicos de Manutenção e Aeronáutica (STMA), enviou uma carta à TAAG denunciando o incumprimento do acordo assinado em 2024, que previa a revisão salarial indexada ao IPC. No ofício, os representantes afirmavam, que é nossa intenção encontrar um ponto de convergência de modo que estes dois momentos convirjam num único documento com carácter de obrigatoriedade.

    A resposta da administração, contudo, veio sob a forma de um despacho manuscrito no verso do documento. Nelson Pedro Rodrigues de Oliveira, Presidente da Comissão Executiva, orientou a Administradora Executiva para o pelouro Jurídico e Capital Humano, Neide do Rosário Pinto Teixeira, a formalizar a recusa do pedido, alegando que já haviam ocorrido aumentos recentes.

    No entanto, em março de 2026, após a divulgação pública dos salários milionários do Conselho de Administração nas redes sociais, Nelson Oliveira autorizou aumentos salariais significativos destinados apenas a este grupo de trabalhadores. Fontes internas confirmam que os técnicos de manutenção e engenharia receberão majorações de até 70%, enquanto chefias e quadros mais bem enquadrados terão acréscimos de 35%.

    Segundo relatos internos, numa reunião ocorrida em 2025 com os trabalhadores da Manutenção e Engenharia, o PCE afirmou que “não recebia sequer 15 milhões de kwanzas”, numa tentativa de criar proximidade e empatia com o grupo, do qual já fizera parte. A declaração, entretanto, foi recebida com cepticismo por grande parte dos técnicos, mesmo antes da divulgação dos salários nas redes sociais.

    É importante destacar que o STMA ainda não é oficialmente reconhecido pela TAAG. Atualmente, os únicos sindicatos aceites pela empresa são:
    • Bureau Sindical, que representa a maioria dos trabalhadores do pessoal não navegante;
    • Sindicato de Pilotos de Linha Aérea (PNT);
    • Sindicato Provincial Pessoal Navegante de Cabine de Luanda (PNC).

    A situação evidencia desigualdades salariais e favorecimento seletivo, levantando críticas internas e questionamentos sobre a gestão da Comissão Executiva e a política de valorização profissional dentro da empresa.

  2. Agita News Oficial
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