Salsichas da Mafcom dependem de pele de galinha que o ISV considera “resíduo”

A Mafcom viu dois contentores de pele de galinha apreendidos no Porto de Luanda, por violação da proibição de importação imposta pelo Instituto de Serviços de Veterinária (ISV). A empresa garante que precisa de pelo menos dez contentores do produto por mês para manter a produção de enchidos e justifica as importações com a falta de oferta no mercado nacional.

No total, foram retidos quatro contentores. Os outros dois pertencem à SanoDias, também do ramo de transformação de carnes.

O caso abriu um confronto entre as autoridades veterinárias e a indústria. O ISV acusa as importadoras de trazerem para o país um produto classificado como “resíduo de matadouro” na Europa e no Brasil. Os fabricantes de enchidos rejeitam essa classificação e defendem que a pele de galinha é matéria-prima essencial para a produção industrial de salsichas e mortadelas.

A proibição consta de uma circular do ISV em vigor desde Julho de 2025. Antes disso, o instituto já tinha restringido a entrada de outros produtos de origem animal, entre os quais miudezas, fígado, dobrada, rins, coração e pulmões de bovino.

Valor Econômico 

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