Informações que chegaram à nossa redacção apontam o actual ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, como uma das principais figuras por detrás do apoio à realização de um evento promovido pelo empresário Yuri Simão, recentemente realizado em Portugal.
Segundo as mesmas fontes, o evento, associado ao projecto “Show do Mês”, teria beneficiado de um alegado apoio financeiro de vários milhões de euros, supostamente disponibilizado com a intervenção do ministro dos Transportes.
As fontes afirmam ainda que Ricardo de Abreu teria orientado o Conselho de Administração da TAAG a prestar apoio à organização do evento, incluindo suporte relacionado com o transporte de convidados provenientes de Angola para Portugal.
A dimensão desse alegado apoio levanta, entretanto, questões sobre os critérios utilizados para a disponibilização de recursos e sobre a eventual existência de contrapartidas institucionais ou comerciais.
UM EVENTO DE LUXO COM FIGURAS DE DESTAQUE
O evento reuniu diversas figuras provenientes de Angola e terá sido direccionado, sobretudo, para um público de elevado poder económico.
Entre os nomes que marcaram presença esteve o consagrado músico angolano Bonga, que partilhou o palco com a cantora Lura, num dos momentos de maior destaque da noite.
Durante a apresentação, Bonga terá também prestado uma homenagem pública ao empresário Yuri Simão, apontado como o principal responsável pela organização do espectáculo.
Segundo informações recolhidas, os ingressos chegaram a ser comercializados por cerca de 250 euros, tendo o evento registado uma forte adesão e terminado com a sala completamente lotada.
MILHÕES EM APOIO E PASSAGENS A CUSTO ZERO?
Um dos aspectos que mais chama a atenção nas informações recebidas pela nossa redacção está relacionado com o alegado envolvimento da TAAG.
As fontes sustentam que a companhia aérea nacional teria recebido orientações para prestar “apoio total” à produção do evento, incluindo o transporte de pessoas de Angola para Portugal.
Caso se confirme que houve efectivamente transporte de passageiros a custo zero ou mediante condições excepcionais, será necessário esclarecer quem autorizou a operação, quais foram os critérios utilizados e qual o impacto financeiro para a companhia aérea.
Até ao momento, estas informações carecem de confirmação documental independente.
QUEM PAGOU A CONTA?
A grande questão que se coloca agora é simples: quem financiou efectivamente o evento e em que condições?
Se houve utilização de recursos públicos ou de uma empresa estatal para apoiar uma iniciativa privada, será importante conhecer os contratos, autorizações, valores envolvidos e eventuais contrapartidas.
A nossa redacção continuará a acompanhar o caso e procurará obter esclarecimentos junto do Ministério dos Transportes, da TAAG e dos responsáveis pela organização do evento.
Agita News Oficial
