O Presidente do MPLA, João Lourenço, tornou-se oficialmente candidato à sua própria sucessão na liderança do partido, após a validação da sua candidatura pela Sub-comissão de Candidaturas ao 9.º Congresso Ordinário do MPLA, agendado para Dezembro deste ano.
O anúncio foi feito esta sexta-feira, 6 de Junho, por Job Capapinha, presidente da Sub-comissão de Candidaturas, que confirmou que João Lourenço é, até ao momento, o único candidato oficialmente inscrito na corrida à presidência do partido no poder.
A formalização da candidatura surge numa altura em que o processo eleitoral interno do MPLA começa a ganhar contornos de maior tensão política. No mesmo dia, o Novo Jornal noticiou que a candidatura de Higino Carneiro apresentou um pedido de impugnação da candidatura de João Lourenço, alegando a existência de irregularidades durante a fase de recolha e validação de apoios.
Segundo a reclamação, as alegadas irregularidades terão sido praticadas por elementos ligados à equipa de campanha do actual líder do MPLA. Entre as preocupações manifestadas pela candidatura de Higino Carneiro constam denúncias de constrangimentos no processo de validação de apoios e outras situações que, no seu entendimento, poderão ter comprometido a transparência e a igualdade de condições entre os concorrentes.
O Novo Jornal refere ainda que foi solicitado um procedimento de auditoria independente aos ficheiros entregues pela candidatura de João Lourenço à Sub-comissão Preparatória de Candidaturas. O objectivo do pedido passa por verificar a conformidade dos dados apresentados durante o processo de formalização da candidatura.
A candidatura de Higino Carneiro tem defendido a necessidade de maior transparência e escrutínio no processo eleitoral interno, tendo já remetido as suas reclamações às estruturas competentes do partido.
Com a oficialização da candidatura de João Lourenço, o MPLA entra numa nova fase dos preparativos para o seu 9.º Congresso Ordinário, evento que irá definir a liderança da organização para os próximos anos. Entretanto, permanece por esclarecer qual será o desfecho das reclamações apresentadas e se estas poderão influenciar o andamento do processo eleitoral interno.
- Angola 24 Horas
