Má Gestão do PCA da Sonangol, Pai Querido, Arrasta Empresa para Dívidas Milionárias

Má Gestão do PCA da Sonangol, Pai Querido, Arrasta Empresa para Dívidas Milionárias

Atrasos na liquidação de cash calls fazem juros de mora disparar 38% em 2025.

LUANDA — A petrolífera estatal angolana, Sonangol, enfrenta um agravamento severo na sua saúde financeira devido a falhas crónicas de gestão no cumprimento das suas obrigações contratuais. Em 2025, os encargos da empresa com juros de mora dispararam 38,1%, atingindo a marca dos 212,8 mil milhões de kwanzas, contra os 154,1 mil milhões registados no exercício anterior.

Embora a maior fatia destes custos ainda esteja associada aos atrasos crónicos no pagamento a fornecedores de combustíveis, o principal motor deste aumento foi o incumprimento na liquidação dos fundos solicitados pelos operadores dos blocos petrolíferos — os chamados cash calls.

O Impacto dos Cash Calls

A participação financeira da Sonangol nos blocos petrolíferos acabou por se tornar um dreno financeiro devido à falta de liquidez pontual. Os dados apontam para um cenário alarmante nesta rubrica:

  • Crescimento Exponencial: Os juros de mora decorrentes do atraso nos cash calls mais do que duplicaram em 2025.
  • Aumento de 151%: O valor saltou de 28,6 mil milhões de kwanzas para 71,7 mil milhões de kwanzas.
  • Maior Agravante: Esta componente registou o maior crescimento percentual entre todas as rubricas de juros de mora da companhia.

O que são cash calls? Na indústria petrolífera, os cash calls são solicitações de fundos feitas pelos operadores dos blocos aos seus parceiros (como a Sonangol) para financiar os custos operacionais e de investimento na exploração de petróleo.

Especialistas do setor alertam que este ciclo de endividamento gerado por juros de mora penaliza diretamente a capacidade de investimento da petrolífera pública, além de beliscar a reputação internacional de Angola junto dos grandes operadores do mercado de petróleo e gás.

Agita News Oficial 

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