Livro sobre julgamento do “caso dos 500 milhões de dólares do BNA” lançado sexta-feira

O jornalista Santos Vilola vai lançar, na sexta-feira, em Luanda, no Centro de Imprensa Aníbal de Melo, em Luanda, o livro sobre o mediático julgamento do caso dos 500 milhões de dólares do Banco Nacional de Angola (BNA).

A obra, intitulada “O Processo n.º 002/18, TS – O Julgamento de um Esquema que Expôs Falhas e Abalou a Reputação do BNA”, retrata os principais acontecimentos do julgamento realizado no Tribunal Supremo, relacionado com um esquema fraudulento que pretendia desviar 1,5 mil milhões de dólares do Banco Central angolano, em três tranches de 500 milhões de dólares.

Segundo o autor, o livro centra-se num julgamento inédito, ocorrido numa fase em que se procurava reforçar a ideia de que ninguém está acima da lei e que qualquer cidadão pode ser responsabilizado pelos crimes que cometa.

“Aliás, esse foi o mote da campanha do actual Presidente da República, João Lourenço, em 2017”, recordou o jornalista e jurista.

Além de contribuir para a moralização da sociedade, Santos Vilola afirma que a obra pretende evidenciar o esforço colectivo no combate à corrupção, reforçando a mensagem de que o crime não compensa, independentemente de ser cometido por um gestor público ou por qualquer outro cidadão.

Ao longo de 113 páginas, o autor reúne as anotações feitas durante toda a cobertura do julgamento, desde o início do processo até à leitura da sentença.

A publicação destaca, igualmente, os depoimentos prestados em tribunal, que revelaram falhas na contabilidade do BNA, afectando a reputação da instituição junto de organismos financeiros internacionais, incluindo o Banco Mundial.

“Foram meses de cobertura, que praticamente se prolongaram por um ano”, sublinhou.

Para Santos Vilola, preservar este julgamento em livro representa um marco importante na história da justiça angolana.

“Há alguns anos seria impensável que um filho de um ex-Presidente da República fosse julgado e condenado. Este caso serve também de exemplo para todos os que exercem funções públicas, lembrando que devem actuar com probidade e ser exemplos de boa gestão”, afirmou.

Jornal de Angola 

Voltar ao topo