A Griner Engenharia foi adjudicada para a concepção e execução do Lote B5 do Projecto Bita, que inclui a construção do Centro de Abastecimento de Água S4, na zona dos Ramiros, em Luanda. O empreendimento faz parte de uma das maiores iniciativas de reforço do sistema de água da capital, avaliada em 1,7 mil milhões de dólares e com prazo de execução de três anos.
O projecto deverá beneficiar mais de três milhões de habitantes, com a criação de 170 mil novas ligações domiciliares. Além dos Ramiros, a intervenção abrange Quenguenda, Vila Verde, Cabolombo, Morro dos Veados, Benfica e Camama.
O Centro de Abastecimento de Água dos Ramiros será alimentado pela Estação de Tratamento de Água (ETA) Bita e garantirá a distribuição à rede pública da região através de duas zonas de serviço distintas.
A empreitada inclui levantamento topográfico e sondagens geotécnicas, limpeza e preparação do terreno, construção de um reservatório apoiado com capacidade para 10.000 metros cúbicos, um reservatório elevado de 500 metros cúbicos, estação de bombagem, edifícios de apoio (portaria e administrativo/comercial) e as restantes infra-estruturas necessárias ao funcionamento do centro.
A Zona 2, correspondente às áreas com cotas entre 0 e 5 metros a oeste da Estrada Nacional EN100, será abastecida pelo reservatório apoiado. A Zona 3, com cotas entre 6 e 43 metros, será servida pelo reservatório elevado. Esta divisão técnica visa garantir pressão adequada e continuidade do fornecimento nas diferentes altitudes da região.
Impacto esperado e perfil da empresa
O Projecto Bita é considerado estratégico para reduzir o défice de água em Luanda, uma das principais preocupações das famílias da capital. A entrada em funcionamento do Centro S4 deve contribuir para maior regularidade no abastecimento e, a médio prazo, para a diminuição de custos informais com água que muitas famílias ainda enfrentam.
A Griner Engenharia, S.A., antiga Grinaker-LTA Angola, é controlada pela Griner SGPS e tem presença em Angola, Cabo Verde, Moçambique, Gana e Portugal.
José Alberto Puna Zau filho do nacionalista Zau Puna é o PCA da empresa, o antigo PCA do BAI, José Carlos de Castro Paiva, é o presidente da mesa da Assembleia Geral.
José Alberto Puna Zau, foi vice-ministro das Obras Públicas no Governo de José Eduardo dos Santos, é também presidente do conselho de administração da Sadissa, empresa ligada a Manuel Vicente.
José Carlos de Castro Paiva um dos dono do BAI:
1. O BAI – Banco Angolano de Investimentos foi criado em Novembro de 1996. Nessa data, a Sonangol surgia como principal investidora na instituição bancária, detendo 18,5 por cento das acções.
2. Acontece que, ao longo do tempo, em datas concretas por apurar, a posição da Sonangol diminuiu 10 por cento, tendo essa percentagem de capital sido assumida por alguns dirigentes da empresa, a título privado, entre os quais se encontra José Carlos de Castro Paiva.
3. Refira-se que José Carlos de Castro Paiva era, à época, presidente da Sonangol UK (Londres).
4. Não se encontraram movimentos financeiros consentâneos e justificativos da compra privada de acções do BAI por parte de José Carlos de Castro Paiva. Este, aliás, assumiu-se num relatório que mencionaremos à frente como mero “trustee”, que pode ser traduzido como “fiel depositário”. Contudo, certo é que sempre se comportou e ainda se comporta como o verdadeiro proprietário das acções.
5. Depois de várias operações de transferência de capital da Sonangol para si próprio, a posição de José Carlos de Castro Paiva no BAI transformou-se no seguinte:
▪Arcinella Assets – José Carlos de Castro Paiva – 7%
▪Sforza Properties – José Carlos de Castro Paiva – 6,5%
▪Dabas Management -José Carlos de Castro Paiva – 5%
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