Em cada dez obras no país, oito estão paralisadas e apenas duas em construção

Durante o período em análise, as obras em construção mobilizaram 3.702 trabalhadores, dos quais 3.003 permanentes, 642 subcontratados e 57 não remunerados.

Em cada dez obras visitadas no país durante o primeiro trimestre de 2026, oito encontravam-se paralisadas e apenas duas estavam efectivamente em construção. Os dados constam do Inquérito de Acompanhamento de Edifícios em Construção (IAEC), divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com o relatório, entre Janeiro e Março foram visitadas 6.132 obras, das quais 4.790 (78,1%) estavam paralisadas, enquanto apenas 1.342 (21,9%)) permaneciam em construção.

Comparativamente ao quarto trimestre de 2025, o número de obras visitadas aumentou em 1.156 unidades, uma variação de 23,22%.

Entre as obras em construção, o Cubango concentrou a maior fatia a nível nacional com  195 obras (14,56% do total), seguido pelo Cuanza Sul, com 162 (12,06%), e Icolo e Bengo, com 144 (10,70%). Já província de Benguela, com 1 046 obras destaca-se de longe como a província com o maior número de construções paralisadas, seguida do Cubango (456) e Huíla com 452.

No primeiro trimestre deste ano, das 6.132 obras registadas no período em análise, 5.140 destinavam-se a habitar, 553 a uso próprio e 439 apresentavam propósito misto.

“As obras por tipo de construtor estão representadas por “Empresa Privada” com 293 unidades, “Profissional/Mestre de obra” com 582 unidades, e “Familiar” com 5 257 unidades” lê-se no documento consultado pela E&M.

Quanto ao número de obras por destino, o levantamento do IAEC observou que 5 718 eram residenciais e 414 não residenciais (constituído por indústria, comércio, hospitais, escolas, escritórios, igrejas e hotéis). Benguela liderou tanto nas construções residenciais (17,25%) como nas não residenciais (17%), seguida pelo Cubango, Luanda, Huíla e Cabinda.

Os materiais mais utilizados nas obras residenciais foram betão e ferro nas estruturas, presentes em 4.749 construções. Nas paredes, os blocos foram usados em 4.438 obras, enquanto a torta de cimento predominou nos pisos, com 3.863 registos. Nas coberturas, a chapa de zinco foi o material mais utilizado.

Durante o período em análise, as obras em construção mobilizaram 3.702 trabalhadores, dos quais 3.003 permanentes, 642 subcontratados e 57 não remunerados. Já os custos médios mensais com mão-de-obra ascenderam a 83,4 milhões de kwanzas nas obras residenciais e a cerca de 66, milhões de kwanzas nas obras não residenciais.

Economia e Mercado 

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