A prática não é nova. Porém, tem ganhado força com o agravamento das dificuldades financeiras e a falta de emprego, segundo relataram os cidadãos que enveredam por esta prática, mais acentuada, sobretudo, nos municípios do Rangel, Cazenga e Sambizanga. Sociólogos e especialistas em assuntos de família condenam a prática. Já os envolvidos dizem ser uma fonte de sobrevivência em tempos de dificuldades financeiras, apesar de beliscar a honra
Panelas ao fogo, música alta, dotes apresentados e noivos sentados em cenários decorados.
De um lado, a família da mulher, que recebe com honra a família do futuro esposo, que vem bater à porta acompanhada dos seus irmãos, pais, primos e tios.
Era suposto ser assim na maior parte das cerimónias tradicionais de alembamento, conhecidas, também, como festas de pedido.
Mas, infelizmente, em muitos casos, os tios que se apresentam como familiares de primeira linha não o são.
Muitos são pagos para representar a família do noivo diante do agregado da futura mulher.
OPaís
