Mota-Engil escolhida para dois troços ferroviários de 830 quilómetros no Lobito

Consórcios integrados pelo grupo de construção português foram selecionados para a construção dos troços zambiano e angolano. Negociações contratuais terão início em novembro.

“As negociações contratuais terão início em novembro de 2026, com o objetivo de concluir os acordos EPC no prazo de oito a 12 semanas, dependendo de negociações técnicas, comerciais e jurídicas satisfatórias”, detalha a promotora.
Segundo a AFC, o projeto ferroviário Zambia Lobito Railway deverá permitir gerar milhares de milhões de dólares em valor económico, criando novas oportunidades de comércio e industrialização ao longo do corredor que liga a Zâmbia à costa atlântica de Angola.
“A infraestrutura facilitará a transformação e valorização dos minerais estratégicos da região, incluindo cobre e cobalto, bem como dos produtos agrícolas. Ao reduzir os custos logísticos e melhorar o acesso aos mercados mundiais, a linha ferroviária reforçará a integração regional e permitirá às economias africanas transformar os seus recursos localmente”, descreve.
O projeto está a ser desenvolvido pela AFC através da Trans African Rail Company FZCO (TARC), a sociedade holding do projeto, e das sociedades responsáveis pela sua execução: a Zambia Lobito Railway Limited e a Zambia Lobito Railway S.A.
Foi há três anos que foi assinado um memorando de entendimento, que envolveu os governos de Angola e da Zâmbia, a União Europeia, o Governo dos Estados Unidos, o Governo italiano e o Banco Africano de Desenvolvimento, para a realização deste corredor ferroviário estratégico que ligará a Zâmbia à costa atlântica de Angola, através do Porto do Lobito.
O projeto deverá transformar as ligações regionais, reduzir os custos logísticos, facilitar as exportações de minerais e produtos agrícolas e abrir novas oportunidades de industrialização e comércio regional.
ECO
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