TAAG fecha 2025 no vermelho

A companhia aérea nacional angolana, TAAG, registou em 2025 um prejuízo líquido de 144,6 milhões de dólares. O anúncio foi feito esta sexta-feira, em Luanda, pelo presidente do Conselho de Administração, Clóvis Rosa(na foto), em conferência de imprensa.

O responsável rejeitou uma leitura simplista dos números. Para Clóvis Rosa, o resultado negativo espelha sobretudo o peso de investimentos estruturais que a companhia tem vindo a realizar: modernização da frota, reorganização operacional, transição aeroportuária, reforço da capacidade técnica, recuperação dos sistemas afetados por um ciberataque e implementação de medidas de sustentabilidade a longo prazo.

“A transformação da TAAG não pode ser analisada numa lógica imediatista. Estamos a falar de um sector altamente técnico, intensivo em capital e extremamente exigente do ponto de vista operacional”, sublinhou o PCA, acrescentando que nenhuma companhia aérea consegue modernizar-se e crescer sem investimento.

Os números operacionais de 2025 contam, no entanto, uma história diferente. A TAAG transportou 1,26 milhões de passageiros, operou em 26 destinos domésticos, regionais e intercontinentais e gerou receitas globais de 437 milhões de dólares. A companhia encerrou o ano com uma frota de 32 aeronaves, continuando a introduzir progressivamente os modelos Boeing 787-9 Dreamliner e Airbus A220-300.

“O importante é garantir que esses investimentos criam bases mais sólidas, mais eficientes e mais sustentáveis para o futuro da companhia”, concluiu Clóvis Rosa.

Forbes África Lusófona 

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