O Comitê para a Proteção dos Jornalistas pede às autoridades em Angola que investiguem a agressão e a detenção de três horas dos jornalistas Osvaldo Neves e Romão de Jesus, e que impeçam a polícia de atacar jornalistas que cobrem demolições e protestos.
No dia 13 de maio, a polícia deu uma bofetada na cara do editor e repórter do Elite Post, Romão de Jesus, e um soco nas costas o repórter da Tv Nzinga, Osvaldo Neves, enquanto eles cobriam demolições nos arredores da capital, Luanda, disseram os jornalistas ao CPJ.
“Eles insultaram-nos dois”, afirmou Neves, acrescentando que cinco agentes o arrastaram e rasgaram sua camisa e suas calças.
“A minha pele ficou em péssimo estado, com várias bolhas e escoriações por causa da brutalidade”, disse Neves, cuja pele é particularmente sensível devido ao albinismo.
Os agentes apreenderam os equipamentos dos jornalistas e mantiveram-nos numa viatura policial por cerca de 40 minutos, sem ventilação, num dia quente. Depois, foram levados a uma esquadra local e mantidos em detenção por aproximadamente duas horas e meia, antes de serem libertados sem acusações.
O porta-voz da polícia de Luanda, Nestor Goubel, não respondeu às ligações nem às mensagens de texto do CPJ pedindo comentários.
Neves também foi detido por duas horas em 12 de março enquanto cobria uma petição, e de Jesus foi detido em 2022 por reportar despejos.
O CPJ documentou diversos episódios de detenções e violência contra jornalistas que cobriam demolições e protestos, incluindo a prisão de cinco dias do repórter da Rádio Despertar, Jorge Manuel, em 2021, por cobrir demolições em Luanda.
- Lil Pasta News
