Executivo instituiu BI como único documento de identificação. Medida é considerada precipitada face ao difícil acesso, consubstanciado em filas longas, factores burocráticos e tecnológicos (vulgo falta de sistema). Assim é em todo o País. NJ reporta realidade nua e crua de Luanda, Lunda-Sul, Malanje e Huíla.
O acesso ao Bilhete de Identidade (BI) é ainda um quebra-cabeças no País, face ao facto de os utentes enfrentarem filas e enchentes, para além da falha sistemática do famoso sistema que emperra o serviço. Há meses que o sistema de telecomunicações nos Serviços de Justiça e Notariados funciona aos solavancos.
O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Marcy Lopes, reconheceu à imprensa, no início do mês em curso, que os problemas de falta de sistema que se registam nos Postos de Identificação Civil e Criminal e, em quase todo o País, estão relacionados com a quebra nas telecomunicações.
Assegurou, na ocasião, que o referido problema estaria resolvido em breve, mas o que é facto, persistem os percalços na obtenção do BI, pelo qual, em muitos casos, os utentes pernoitam nos postos de identificação.
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