Um memorando do Gabinete para o Desenvolvimento Económico a que este jornal teve acesso aponta prejuízos económicos acima de 23 mil milhões de kwanzas, assumindo que as cheias afectaram 2.441 trabalhadores em Benguela. Empresários organizam e correm, agora, atrás das medidas de alívio económico, aprovadas pelo Executivo na Quarta-feira, 22. Ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, que manteve um encontro com empresários afectados, quer simplificação de processos
No memorando enviado ao governador provincial de Benguela, datado de 18 de Abril, o Gabinete para o Desenvolvimento Económico aponta para uma afectação significativa do tecido económico local, com perdas materiais relevantes, interrupções de funcionamento e necessidade de intervenção pública coordenada, quer ao nível provincial, quer no plano sectorial central.
Os indicadores sustentam que, em termos de prejuízos financeiros, nos dois momentos de chuva, dias 5 e 12 de Abril, Benguela, de modo geral, somou prejuízos de 23. 524.614.872, 21 kz, sendo que 869 trabalhadores foram afectados, num universo de 2.441. O documento compulsado por este jornal sinaliza que, ao todo, 56 empresas estão afectadas. Dezanove são do segmento do comércio, cinco da área dos serviços, 18 no ramo de agricultura e 13 indústrias.
Em termos de estado operacional das unidades, o documento sublinha que 26 funcionam normalmente, 9 de forma parcial, sendo que 16 estão paralisadas. Nesta perspectiva, o levantamento das autoridades aponta que 37 empresas precisam de apoio financeiro, 33 de equipamentos e 26 carecem de reposição de stock.
Constantino Eduardo, em Benguela
