Número de mortos nas cheias de Benguela sobe para 18 e há 11 desaparecidos

O número de mortos provocados pelas cheias do rio Cavaco, na província de Benguela, subiu para 18, com o registo de 11 desaparecidos, segundo a mais recente actualização divulgada pelo Serviço de Protecção Civil e Bombeiros (SPCB).

De acordo com uma nota do SPCB, o balanço, referente ao período entre 12 e 14 de Abril, até às 18:00, indica ainda que 3.624 pessoas foram retiradas de zonas de risco, 1.502 permanecem ilhadas e 451 residências desabaram na sequência das inundações.

O relatório aponta igualmente para danos materiais significativos, incluindo o arrastamento de 74 painéis solares e cinco bombas de água, além de outras infra-estruturas afectadas.

As autoridades estimam que cerca de 10 mil famílias tenham sido desalojadas pelas inundações, encontrando-se actualmente distribuídas por vários centros de acolhimento improvisados na cidade de Benguela.

O antigo campismo acolhe mais de seis mil pessoas, enquanto o novo campismo alberga mais de quatro mil desalojados. O Estádio Nacional de Ombaka recebe mais de mil pessoas, somando-se ainda cerca de uma centena instaladas na Praça da Pecuária.

Outras famílias encontram-se também acolhidas em instituições religiosas, nomeadamente no salão da Igreja Universal do Reino de Deus, na sua catedral, que abriga mais de 100 pessoas, bem como na igreja católica do bairro da Graça e na Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Segundo fontes locais, continua a intensificar-se a onda de solidariedade em apoio às vítimas, com a chegada diária de bens alimentares, tendas, roupas e outros produtos provenientes de diferentes pontos da província, de outras regiões do país e até do estrangeiro.

A província de Benguela enfrenta desde domingo um dos mais graves cenários de inundação dos últimos anos, após o rompimento do dique de protecção da margem esquerda do rio Cavaco, que originou cheias de grande dimensão em vários bairros da cidade.

As enxurradas provocaram igualmente danos avultados em infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias, afectando a circulação e agravando os constrangimentos logísticos na região.

Imparcial Press

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