- Passageiros abandonam voo da TAAG em Lisboa por alegado mau cheiro a fezes
Quatro passageiros abandonaram, na noite de terça-feira, um voo da TAAG com destino a Luanda momentos antes da descolagem, após alegadamente recusarem permanecer a bordo devido a um forte mau cheiro proveniente de uma casa de banho avariada da aeronave, soube o Imparcial Press.
Segundo relatos de passageiros presentes no voo, o incidente ocorreu quando a aeronave já se preparava para encerrar as portas no Aeroporto Humberto Delgado, também conhecido como Aeroporto de Lisboa ou Aeroporto da Portela, tendo quatro cidadãos asiáticos solicitado a saída imediata do aparelho por considerarem “insuportável” o odor no interior da cabine.
De acordo com testemunhos recolhidos junto de passageiros, o cheiro nauseabundo terá sido provocado por uma instalação sanitária entupida, problema que, conforme as mesmas fontes, já seria do conhecimento prévio da companhia aérea.
A situação gerou forte indignação entre passageiros frequentes da transportadora, que classificam o episódio como “humilhante” e “inadmissível” para uma companhia de bandeira que opera rotas internacionais para mercados estratégicos como Portugal e Brasil.
O caso surge numa altura em que a TAAG enfrenta críticas recorrentes relacionadas com constrangimentos operacionais, manutenção de aeronaves e falhas no atendimento ao cliente.
Recentemente, a companhia reconheceu perturbações na programação de voos domésticos e regionais devido a processos de manutenção e recuperação técnica da frota.
Além disso, plataformas de reclamação de consumidores e redes sociais têm acumulado relatos de passageiros sobre cancelamentos, atrasos prolongados e insuficiência de assistência ao cliente, factores que continuam a afectar a reputação da companhia.
Para vários observadores, o episódio representa mais um golpe na imagem da TAAG num momento em que Angola procura afirmar-se como destino turístico e plataforma de mobilidade regional, ao mesmo tempo que investe fortemente na modernização do sector aeronáutico e em novas infra-estruturas aeroportuárias.
“Uma falha técnica pode acontecer em qualquer companhia aérea. O que é difícil de aceitar é colocar em operação um avião em condições de higiene que levam passageiros a abandonar a aeronave por causa do cheiro”, criticou um passageiro ouvido pelo Imparcial Press.
Analistas do sector consideram que episódios desta natureza expõem fragilidades persistentes na gestão operacional da companhia e colocam em causa os esforços públicos de reposicionamento da marca, numa altura em que a transportadora procura reforçar a sua presença internacional e melhorar a competitividade regional.
A TAAG, empresa pública e principal companhia aérea angolana, tem vindo a implementar um processo de transformação e reestruturação interna, com promessas reiteradas de melhoria do serviço, modernização da frota e reforço dos padrões internacionais de qualidade.
Contudo, para muitos passageiros, casos como o ocorrido em Lisboa demonstram que os desafios da companhia continuam longe de estar resolvidos.
Imparcial Press
