ACJ responsabiliza Executivo pelos danos da chuva em Benguela, onde “os projectos de prevenção jazem engavetados”

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, responsabilizou o Executivo angolano, na sequência da tragédia causada pela chuva na província de Benguela, alegando que os projectos de prevenção “jazem engavetados” desde 2008.

“Os diques existem apenas no papel e o sistema de alerta é inoperante. O dinheiro público que deveria proteger vidas angolanas, falhou redondamente. Vemos repetir-se, com dor e indignação, a tragédia evitável de anos passados”, disse o líder da UNITA, que se encontra na província de Benguela desde terça-feira, 14.

Adalberto Costa Júnior referiu que o rasto de destruição deixado pelas chuvas, que já causou a morte de 18 pessoas, é “um golpe profundo na dignidade, na estabilidade e no conforto das famílias”.

“Vim para trazer o que o dinheiro não compra e o que o Estado tantas vezes negligencia. Vim trazer a solidariedade na sua forma mais pura, aquela que se expressa no silêncio cúmplice diante de um pranto ou no aperto de mão que diz “não estás sozinho””, referiu o líder da UNITA, frisando que se deparou com uma realidade que custa descrever.

“O rasto deixado pelas águas não é apenas de destruição material, é também um golpe profundo na dignidade, na estabilidade e no conforto das famílias. Cada história ouvida pesa. Cada olhar carrega dor. E ainda assim, em cada rosto, encontrei algo que nenhuma enxurrada conseguiu levar: a esperança”, acrescentou.

Os últimos dados sobre as consequências das chuvas na província de Benguela, aonde o Presidente da República, João Lourenço, se desloca esta quarta-feira, 15, é de 18 mortes, 11 desaparecidos, 3.624 pessoas retiradas de zonas de risco, 451 habitações destruídas e 1.502 pessoas isoladas.

Cerca de 10 mil famílias foram desalojadas pelas inundações provocadas pelas cheias do rio Cavaco, estando neste momento a receber assistência em vários pontos da cidade de Benguela.

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