As constantes queixas sobre a falta de água potável em vários bairros de Luanda têm preocupado moradores e ouvintes dos programas da rádio Correio da Kianda, que relatam dificuldades diárias no acesso ao recurso essencial. Muitos cidadãos denunciam longas filas, deslocações extensas e interrupções frequentes no fornecimento, especialmente nas zonas periurbanas.
Para responder a essas demandas, o Presidente da República, João Lourenço, autorizou, uma despesa de 56,8 mil milhões de kwanzas (aproximadamente 62,3 milhões de dólares), com o objectivo de mitigar a insuficiência no abastecimento de água, reduzir distâncias percorridas até serviços de saúde e realojar famílias que vivem em áreas de risco.
A autorização consta do Despacho Presidencial n.º 101/26, que estabelece a abertura de procedimentos de contratação simplificada para a celebração de contratos de empreitadas, estudos, fiscalização e apetrechamento no âmbito do Programa Especial de Luanda (PEL).
O despacho delega ao governador de Luanda, Luís Nunes, com possibilidade de subdelegação, a competência para aprovar os documentos do processo e verificar a legalidade de todos os atos praticados.
As obras deverão abranger os 16 municípios da capital e incluem, além do abastecimento de água e realojamento de famílias, ações de reforço da segurança pública, promoção do desporto escolar, melhoria das condições da administração pública, mobilidade urbana e inclusão de crianças fora do sistema de ensino.
Apesar da abrangência do programa, o despacho não detalha as zonas de risco nem o número de famílias beneficiadas, deixando expectativa sobre a execução prática e o impacto real nas comunidades afectadas.
Correio da Kianda
