TRIBUNAL CONDENA MEMBROS DA UNITA A DOIS ANOS DE PRISÃO EFECTIVA

Três militantes da UNITA e membros efectivos da Juventude Unida Revoluncionária de Angola (JURA), organização juvenil do partido do “Galo Negro”, foram condenados, na terça-feira, 26, a dois anos de prisão efectiva, pelo Tribunal da Comarca do Cuito, na província do Bié, devido a agressão a polícias.

A condenação dos militantes da UNITA refere-se a eventos ocorridos durante uma marcha promovida por este partido no sábado.

Felizardo Nangulo foi condenado a uma pena de dois anos de prisão efetiva, e Amélia Chinguto e Aurélio Mesquita, secretária e secretário adjunto da UNITA no Cuito, capital do Bié, a um ano e dois meses de prisão.

Em comunicado, a Polícia Nacional de Angola (PNA) indicou que os condenados agrediram os efetivos da corporação escalados para assegurar a marcha da UNITA alusiva ao aniversário do seu fundador, Jonas Savimbi, realizada em 23 de agosto.

“Este acto irresponsável, cujas imagens repugnantes circulam nas redes sociais, é atentatório à autoridade do Estado e constitui uma séria afronta à ordem pública, à disciplina e ao respeito pelas instituições”, lê-se no comunicado do Comando Provincial da PNA do Bié.

Em declarações à Lusa, o secretário provincial da UNITA no Bié, Celso Torres, negou as acusações imputadas aos militantes e considerou que a “condenação foi política e visa silenciar a oposição”.

“Foi uma condenação de caráter político, estamos no mês do nosso patrono, presidente fundador da UNITA, e esse acto político realizado no dia 23 no Cuito foi comunicado uma semana antes à polícia com o respetivo itinerário e houve interferências da polícia durante a marcha”, explicou.

Segundo o responsável da UNITA, Amélia Chinguto e Aurélio Mesquita foram detidos ilegalmente quando foram ao tribunal apresentar a documentação que o partido remeteu à polícia a comunicar a marcha e o respetivo itinerário.

No decurso da marcha, explicou Celso Torres, efetivos da polícia “intrometeram-se”, tentando inverter o percurso, situação que gerou “alguma agitação e algazarra”. “Os agentes da polícia também agrediam os militantes da UNITA”, disse.

Jornal Hora H

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