O negócio ilegal dos mixeiros: comissões abusivas, imóveis duplicados e o SIC à beira do limite

Crescem as queixas de burlas protagonizadas por intermediários de casas — os chamados mixeiros — que cobram comissões entre 10 e 15 por cento do valor total de transacções de imóveis sem qualquer base legal, segundo apurou o jornal OPAÍS.

Casos extremos incluem o arrendamento do mesmo imóvel a várias pessoas em simultâneo, gerando prejuízos incalculáveis e detenções. Um jurista alerta que as práticas constituem crimes.

A falta de controlo, fiscalização e regulamentação desta actividade expõe proprietários e inquilinos a burlas com perdas financeiras avultadas. Quando o negócio é fechado, tanto arrendatários como senhorios são obrigados a pagar as comissões aos mixeiros — sem que a lei autorize tal cobrança.

Conforme constatou a reportagem, este movimento de jovens mixeiros organiza-se por placas físicas e grupos de WhatsApp, por onde angaria clientes e faz a intermediação entre proprietários e inquilinos.

No entanto, grande parte deles não apresenta documentos de identificação nem possui morada fixa no momento da negociação, o que torna a sua localização uma “missão quase impossível” sem o envolvimento do Serviço de Investigação Criminal (SIC) — já “abarrotado” de processos do género.

OPaís

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