O Presidente da FNLA, Nimi-a-Simbi, revelou esta segunda-feira, 5, que aufere 17.014 Kz por mês como presidente do partido, e que o Partido recebe mensalmente Cinco Milhões de kwanzas, valor que considera insuficiente para gerir as actividades políticas da organização.
“Isso é pouco dinheiro que temos, você pode gerir. Eles deviam felicitar a direção do partido com pouco recurso, para conseguir trabalhar”, afirmou Nimi-a-Simbi, defendendo o trabalho realizado pela direção mesmo com recursos limitados.
Ao mesmo tempo, Nimi-a-Simbi denunciou a existência de tensão interna, acusando alguns dirigentes, nomeadamente Ngola Kabango, de aspirar à liderança do partido. “Há dirigentes que já estão a preparar-se para assumir o poder, mas o partido não pode ser objecto de ambições individuais”, afirmou.
Em declarações recentes, o nacionalista Ngola Kabango defendeu uma renovação na liderança, propondo maior participação da juventude e uma abordagem mais dinâmica para enfrentar os desafios políticos. O posicionamento de Kabango tem sido interpretado por alguns sectores como um sinal de disputa de poder dentro da FNLA, aumentando a atenção sobre as relações internas da Direção.
Apesar do contexto de tensão, Nimi-a-Simbi destacou que a FNLA mantém relatórios financeiros trimestrais transparentes, disponíveis para verificação por jornalistas e membros do partido. “Mesmo com pouco que nós recebemos, apresentamos o relatório financeiro trimestralmente. Se vocês querem um jornalista para verificar, consulta aqui o secretário-geral”, explicou.
O presidente reafirmou ainda que todos os dirigentes actuam sem remuneração adicional em município, reforçando que o esforço colectivo permite manter a actividade partidária mesmo com recursos limitados, e que os relatórios incluem a participação ativa de membros na sua elaboração, demonstrando compromisso com a transparência e a boa governança interna.
Correio da Kianda
