A empresa espanhola Indra, recentemente seleccionada pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE) para assegurar a componente tecnológica das eleições gerais angolanas de 2027, foi de facto investigada pela Agência Tributária espanhola em 2018 por suspeitas de pagamento de comissões ligadas ao processo eleitoral angolano de 2012.
A investigação apontou para uma alegada inflação de 9,8 milhões de euros no fretamento de aviões com material eleitoral, tendo o montante considerado indevido ficado em 2,4 milhões de euros.
O caso foi encerrado em Maio de 2018 sem condenação. A Indra negou irregularidades, mas demitiu um responsável após identificar “deficiências de gestão” numa investigação interna.
A escolha da empresa dividiu a classe política angolana, com a UNITA, o Bloco Democrático e o Partido Liberal a manifestarem-se contra, e vozes próximas do MPLA a defenderem a reputação internacional da Indra.
Polígrafo África
