Familiares do jornalista Fernando Chicapa, falecido no dia 14 do mês em curso, vítima de acidente de viação no município do Cuíto, província do Bié, lamentam a ausência de membros da Igreja Evangélica Congregacional em Angola (IECA), alegando que não foi realizada a vigília nem culto fúnebre devido ao atraso no pagamento de um mês de dízimo.
Segundo o irmão mais novo do malogrado, Josimar Nepa que falou a este jornal, após o falecimento de Fernando Chicapa, nenhum grupo da igreja compareceu no local onde decorria o óbito, situação que entristeceu profundamente a família.
O familiar sublinhou que Fernando Chicapa era casado há dois anos pela IECA assim como pelo registo civil.
De acordo com informações recebidas pela família, um membro da denominação terá explicado que a ausência da igreja na vigília e no culto fúnebre deveu-se ao facto de o jornalista ter meses de dízimo em atraso.
O irmão do malogrado entende que na igreja trata-se de Deus, não de empresa.
Acrescentou que apenas no final da tarde de quarta-feira (18), por volta das 17 horas, alguns membros da IECA compareceram no local, já depois do funeral, facto que deixou a família ainda mais magoada.
O irmão realçou que, habitualmente, a IECA organiza vigílias com hinos e cânticos que se estendem até ao amanhecer conforme outras igrejas fazem, algo que não foi notório no óbito do jornalista.
Por outro lado, a família agradeceu o apoio prestado pela Igreja Católica afecta à Sé-Catedral do Cuíto, sob orientação do padre Tomé Tchipilica.
O irmão do jornalista sublinhou que o sacerdote afirmou que, “mesmo não sendo membro da nossa igreja, vamos prestar apoio sem qualquer problema”, tendo sido celebrada a missa do sétimo dia ocorrido nesta sexta-feira (20).
“Muitos padres estiveram presentes desde o princípio até ao fim do óbito, congratulamo-nos com esse gesto solidário da Igreja Católica”, referiu.
Na Mira do Crime
