Ghassist sobrevive com aluguer dos equipamentos aos novos operadores e antevê falência

AVIAÇÃO. Pelos menos 500 trabalhadores continuam empregados na Ghassist que, para manter e garantir os salários, está a pressionar a TAAG a pagar os atrasados.

Por Mateus Mateus

A Ghassist, que durante mais de 27 anos foi a única empresa de serviços de prestação de assistència de aviões em terra, alerta estar em risco de falência depois de ser afastada do novo Aeroporto Inter nacional Dr. António Agostinho Neto, por “decisão política”, e

substituída pelas empresas Avia partner e Menzies.

Segundo a empresa, até ao momento, já perdeu cerca de 200 trabalhadores e diz estar a sobreviver do aluguer dos seus equipamento às novas empre sas. Pelos menos 500 trabalha dores continuam, entretanto, empregados na Ghassist que, para manter e garantir os sala-rios, está a pressionar a TAAG a pagar os atrasados. Até ao ter ceiro trimestre do ano passado, estavam avaliados em mais de 20 milhões de dólares, mas já baixaram para os 9 milhões.

“A própria Menzies, que também já está operar, não tem nem uma bicicleta, muita incon-gruência neste negócio”, comenta um responsável da Ghassist, que acusa a TAAG, a Menzies e Aviapartner de não pagarem regularmente pelo aluguer dos equipamentos,

A direcção da Ghassist não tem dúvidas de que o ministro dos Transportes, Ricardo d’Abreu tem interesse na falência da empresa. E o objectivo do ministro e deste MPL.A. de João Lourenço, fazer desaparecer a empresa porque a Ghassist-SA era do MPLA de José Eduardo dos Santos. Agora é a vez destes. Pelo menos até 2027, vai ser este o cenário. O pior é que eles comentam isso nos fóruns dos copos deles”, lamenta o mesmo responsável da Ghassist ao Valor Económico.

Apesar de ter manter activi-dades em Cabinda, Cunene e na Huíla, a fonte da Ghassist recorda que em quase todas outras pro-víncias “não há negócio porque o negócio da aviação está con-centrado em Luanda, onde estão várias companhias aéreas”.

IMPEDIDA POR “DECISÃO POLITICA”

Depois de todas as companhias aéreas transferirem os serviços para o novo aeroporto em finaias de 2025, a Ghassist passou a ver as suas contas complicaram-se, ao ficar impedida de acompa-nhar os operadores por “orienta-ção política”. Um responsável da empresa afirma que o ministro dos Transportes, sem concurso público, escolheu as empresas Menzies e a Aviapatner.

Em Outro do ano passado, Ricardo Viegas d’ Abreu chegou a afirmar que não se realizou con-curso por opção política e que foram escolhidas duas empresas estrangeiras para se conseguir atrair parceiros internacionais de referência.

A Ghassist diz, entretanto, que se vai manter até que TAAG pague a dívida, ao mesmo tempo que assume ter problemas de regu-larização da segurança social com todos os trabalhadores.

Valor Econômico 

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