Graves acusações voltam a agitar os bastidores do sector da Justiça e do sistema penitenciário angolano. O antigo ministro do Interior, Eugénio Laborinho, está a ser apontado em denúncias que circulam em meios políticos e nas redes sociais como estando alegadamente envolvido no desvio de biliões de kwanzas que deveriam ter sido aplicados no reforço da produção agrícola nas unidades prisionais do país.
De acordo com as denúncias, os referidos recursos financeiros estavam destinados a impulsionar projectos agrícolas nas cadeias, com o objectivo de garantir maior autossuficiência alimentar no sistema penitenciário, reduzir despesas do Estado e, simultaneamente, criar programas de reintegração social através do trabalho produtivo dos reclusos.
Contudo, fontes que acompanham o caso afirmam que grande parte desses fundos não terá sido aplicada nos projectos previstos, levantando suspeitas de possíveis irregularidades na gestão dos recursos durante o período em que Eugénio Laborinho esteve à frente do Ministério do Interior.
As acusações tornam-se ainda mais polémicas devido a alegações de que o antigo governante terá adquirido cinco grandes fazendas agrícolas em diferentes províncias do país, nomeadamente:
• Huambo
• Malanje
• Cuanza Sul
• Bengo
• Icolo-Bengo
Segundo as mesmas denúncias, estas propriedades agrícolas teriam sido adquiridas durante ou após a sua passagem pelo cargo ministerial, facto que tem levantado questionamentos sobre a origem dos recursos utilizados para tais investimentos.
Até ao momento, não há qualquer posicionamento público do ex-ministro em relação a estas acusações. No entanto, sectores da sociedade civil defendem que as autoridades competentes devem esclarecer a situação, de forma a dissipar dúvidas e garantir transparência na gestão dos fundos públicos.
Analistas políticos consideram que, caso as suspeitas venham a ser confirmadas, o caso poderá tornar-se num dos mais mediáticos envolvendo a gestão de recursos destinados ao sistema penitenciário, num momento em que o país reforça o discurso de combate à corrupção e de responsabilização de gestores públicos.
Enquanto isso, cresce a pressão para que os órgãos de fiscalização e justiça apurem os factos e tragam à luz eventuais responsabilidades, numa matéria que promete continuar a gerar forte debate na opinião pública.
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