Enteado de 29 anos viola madrasta na Huíla

Um  cidadão de 29 anos é suspeito de ter abusado sexualmente da sua madrasta, de 45, no bairro Dack Doy, no município do Lubango, província da Huíla e foi esta sexta-feira apresentado publicamente pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC).

O caso é parte de outros dois igualmente apresentados, com a mesma tipicidade criminal praticados por cidadãos de 38 e 28 anos, pai e namorado das vítimas, respectivamente.

Em declarações à imprensa, o porta-voz do SIC-Huíla, inspector Segunda Quitumba, realçou que o primeiro caso, que envolve o enteado e madrasta, aconteceu a 25 de Dezembro de 2025, por volta das zero horas, numa altura que a ofendida se encontrava no interior da residência, onde ambos coabitam, a repousar.

Na sequência, o implicado, aproveita-se da ausência do seu pai, alegadamente em estado de embriaguez, introduziu-se no quarto da vítima e mediante o uso de força consumou o acto criminoso, colocando-se de seguida em fuga.

Segunda Quitumba esclareceu que na manhã seguinte, a ofendida dirigiu-se ao piquete, onde formalizou a participação criminal que resultou na imediata abertura de diligências investigativas, que culminaram na localização e detenção do suspeito.

O segundo caso de abuso sexual é acusado um homem de 38 anos, de ter abusado sexualmente da sua própria filha de 16 anos, no bairro do Nambambi.

Sublinhou que a menina vinha a ser abusada pelo pai de Agosto a Novembro de 2025, por quatro vezes em casa, onde ambos residem e em Dezembro o caso chegou ao conhecimento das autoridades através de denúncia familiar.

Das investigações, apurou-se que o primeiro acto ocorreu no mês de Agosto de 2025, tendo o último registo sido no mês de Novembro do mesmo ano, cujos actos eram praticados nos períodos em que a mãe da menor se encontrava ausente da residência e a vítima era ameaçada de morte.

Já o terceiro caso envolve um cidadão de 28 anos de idade, implicado na prática dos crimes de ofensas graves à integridade física e de abuso sexual de pessoa inconsciente ou incapaz de resistir, tendo como vítima a sua namorada, de 23 anos.

Os factos ocorreram no mês de Dezembro de 2025, no interior de uma residência localizada no bairro Mutundo, município do Lubango, na sequência de um conflito relacionado com a intenção da vítima de se deslocar à cidade de Luanda para participar num concurso público.

Segundo o porta-voz, o desentendimento intensificou-se quando o suspeito reteve o telemóvel da ofendida, sob o pretexto de averiguar contactos que considerava impróprios.

No dia dos factos, quando a vítima se deslocou à residência do implicado para recuperar o referido aparelho, foi acusada de infidelidade, circunstância que desencadeou uma actuação violenta por parte do suspeito, culminando em agressões físicas e na prática de actos de abuso sexual, posteriormente registados em vídeo.

Avançou que as agressões consistiram em violência física que provocou lesões graves nas costas e seguida, de imobilização do pescoço da vítima com um instrumento de contenção (corrente de cão), causando-lhe asfixia temporária.

Posteriormente, o implicado infligiu-lhe queimaduras numa das pernas com ferro de engomar e, aproveitando-se do seu estado de fragilidade e incapacidade de resistência, praticou actos de natureza sexual sem consentimento.

Os suspeitos foram presentes ao Ministério Público, que promoveu ao juiz de garantia e por sua vez aplicou a medida de coacção gravosa, tratando-se de prisão preventiva.

Angop

Voltar ao topo