Engenheira da Sonangol apresenta candidatura à Secretaria-Geral da OMA

Luanda – Graciete Edine Dombolo Chivaca Sungua formalizou, esta semana, a sua candidatura ao cargo de Secretária-Geral da Organização da Mulher Angolana (OMA), no âmbito do 8.º Congresso Ordinário da organização, em conformidade com os Estatutos e o Regulamento Eleitoral em vigor.

Natural do município do Cuíto, província do Bié, Graciete Sungua é Engenheira de Petróleos e Mestre em Engenharia de Reservatórios, com formação académica nos Estados Unidos da América. Conta com mais de 20 anos de experiência profissional na Sonangol Exploração e Produção, onde exerce actualmente as funções de Chefe do Departamento de Engenharia de Reservatórios, sendo a primeira mulher a ocupar este cargo de elevada responsabilidade técnica na principal empresa petrolífera do país.

Ao longo da sua carreira, liderou equipas nacionais e internacionais em projectos estratégicos de grande complexidade, destacando-se pela capacidade de gestão, rigor técnico e promoção do mérito, com especial atenção à valorização do talento feminino em sectores tradicionalmente dominados por homens.

No plano político, Graciete Sungua é deputada eleita à Assembleia Nacional, com mandato suspenso, membro do Comité Central do MPLA e coordenadora da Comissão de Disciplina e Auditoria do Comité Nacional da OMA. Milita na organização há mais de duas décadas, percurso marcado, segundo a sua candidatura, pela disciplina, ética e profundo conhecimento da vida interna da estrutura feminina do partido.

A par da actividade profissional e política, mantém uma intervenção social activa, com incidência na educação e na protecção social. É membro da Associação dos Naturais e Amigos do Bié (ANABIE), através da qual apoia anualmente a atribuição de incentivos financeiros a alunos com melhor desempenho académico na província. É igualmente madrinha do Lar Horizonte Azul, em Luanda, instituição que acolhe meninas em situação de vulnerabilidade social.

Mulher casada e mãe de três filhos, Graciete Sungua afirma-se como uma candidatura que conjuga experiência técnica, maturidade política e compromisso social. A sua entrada na corrida à Secretaria-Geral da OMA ocorre num momento em que a organização enfrenta desafios ligados ao reforço da unidade interna, à modernização do seu funcionamento e à afirmação do papel da mulher angolana no desenvolvimento económico e na coesão social.

Com uma visão centrada na continuidade histórica, na disciplina organizacional e na valorização das mulheres de diferentes gerações e estratos sociais, Graciete Sungua apresenta-se como uma das candidatas ao cargo, defendendo uma liderança orientada pela responsabilidade, serenidade e alinhamento com os valores do MPLA.

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