Empresas falsificam documentos para terem acesso a crédito no âmbito da vandalização dos bens públicos

No processo de apoio às empresas que viram seus bens vandalizados e roubados, nos últimos dias do mês de Julho e início de Agosto de 2025, foram descobertas empresas que falsificaram documentos para a obtenção de crédito junto do Estado

A fraude foi descoberta por uma equipa conjunta constituída por representantes do Banco de Poupança e Crédito (BPC), Polícia Nacional, Administração Geral Tributária (AGT) e o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS). Segundo o director de Marketing do BPC, José Matoso, muitas destas empresas não apresentaram todos os critérios exigidos para o recebimento de verbas, em outras faltavam documentos que têm a ver com a informação fiscal e responsabilidade com o INSS.

Sem revelar o número de empresas envolvidas na falsificação de documentos nem o nome, José Matoso avançou, em entrevista à Rádio Nacional de Angola (RNA), que caso já se encontra a ser tratado pelas autoridades de direito. “Houve empresas que falsificaram documentos para dar entrada ao processo de crédito.

Feita a verificação, foi detectada a falsidade dos documentos ”, revelou José Matoso. Até ao momento, o BPC aprovou processos de 50 empresas vandalizadas, das 104 que deram entrada dos seus documentos, afirmou, acrescentando que dos 50 mil milhões anunciados pelo Estado, 30 mil milhões já foram desembolsados, o que significa que restam apenas 20 mil milhões de Kwan- zas para o apoio aos empresários que ainda não foram atendidos.

OPaís

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