Trata-se de uma infra-estrutura estratégica para o desenvolvimento logístico e económico nacional, contribuindo para a dinamização dos fluxos comerciais e para a integração da África Austral.
Angola decidiu prorrogar para Junho deste ano o prazo do concurso público para concessão, exploração, gestão e manutenção do Corredor do Namibe, um ecossistema que integra o Porto do Namibe, o Terminal Mineraleiro do Sacomar, a plataforma logística da Arimba, o sistema ferroviário do Caminho de Ferro de Moçâmedes e a região mineira da Jamba, apurou a revista Economia & Mercado.
A medida, segundo o Ministério dos Transportes (MINTRANS), resulta da análise das solicitações apresentadas pelos concorrentes, que identificaram que o prazo inicialmente estabelecido se revelava insuficiente para a elaboração adequada e completa das propostas, sobretudo tendo em conta a natureza, características, volume e complexidade das prestações associadas ao contrato a celebrar.
Assim, com o objectivo de assegurar propostas técnica e financeiramente mais robustas, alinhadas com as expectativas da Entidade Pública Contratante e de promover uma participação mais ampla e qualificada, foi determinada a prorrogação do prazo de fecho do processo concursal para 4 de Junho de 2026.
Com esta prorrogação, acrescenta o MINTRANS em comunicado, o Executivo angolano “reforça o compromisso com a transparência, concorrência, qualidade dos procedimentos concursais e a prossecução do interesse público, em consonância com as melhores práticas internacionais”.
O processo concursal para a gestão do Corredor do Lobito havia sido lançado em Dezembro do ano passado. Na ocasião, tal como a E&M noticiou, as autoridades descreveram a infra-estrutura como uma ligação determinante para o escoamento de cargas internas e internacionais, revestindo-se de uma “importância estratégica que ultrapassa” as fronteiras nacionais, como destacou o secretário de Estado para os Transportes Terrestres, Jorge Bengui.
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