Ex-trabalhadores da petrolífera estatal afirmam que dedicaram mais de 25 anos de serviço à Sonangol, desde 1996 até 2020, agendaram para 7 de Março, uma nova onda de manifestações, e alegam terem sido injustamente substituídos por filhos de dirigentes da empresa. Referem ainda que, quando os contratos dos trabalhadores remanescentes e despedidos entre 2017 e 2020 foram emitidos, os seus nomes foram incluídos, mas não lhes foi permitido reassumir os cargos.
O coletivo de antigos trabalhadores, acusa em declarações ao Agita News, dirigentes de alto escalão da Sonangol, que através de uma empresa nova de cedência temporária de trabalho, afecto a Sonangol EP, fazem recrutamento ilícito colocando familiares, provenientes do exterior de Angola, preenchendo assim as vagas destes antigos trabalhadores nas árias instalações.
Por outra, os lesados dizem que a Sonangol não os indemnizou até ao momento conforme a lei geral do trabalho.
“Desta feita alegaram que saiu na conta da sonangol 27 biliões tirados do cofre para indemnizar os trabalhadores despedidos injustamente pela sonangol os CTT porém, não vimos nada só pagaram um salário de 2 mês cada trabalhador” avança a fonte.
Os trabalhadores afirmam que dedicaram mais de 25 anos de serviço à Sonangol, desde 1996 até 2020, e alegam terem sido injustamente substituídos por filhos de dirigentes da empresa. Referem ainda que, quando os contratos dos trabalhadores remanescentes e despedidos entre 2017 e 2020 foram emitidos, os seus nomes foram incluídos, mas não lhes foi permitido reassumir os cargos.
O grupo denuncia a intervenção da directora de Recursos Humanos da Sonangol EP, Dra. Aurora Cardoso, acusando-a de impedir a reintegração dos Ex’CTT’s, afirmando, numa reunião interna, que enquanto estiver na Sonangol, os trabalhadores não retornarão aos seus postos, mesmo havendo vagas disponíveis.
Apesar de terem entregue novamente os documentos necessários ao chefe de segurança da Sonangol EP, Sr. Sule Contreiras, para intermediar a reintegração, os trabalhadores alegam que as negociações foram suspensas devido à interferência da directora de Recursos Humanos.
No comunicado, os Ex’CTT’s apelam ao Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, à primeira-dama, Ana Dias Lourenço, e aos órgãos competentes do Estado para que intervenham e garantam o retorno aos postos de trabalho. Alguns trabalhadores afirmam que estão nesta luta há mais de sete anos, acompanhados de familiares, enfrentando o que classificam como injustiça e discriminação interna na Sonangol.
- Agita News
