Indústrias admitem dificuldades na aquisição de matéria-prima e antecipam encarecimento dos preços dos produtos derivados

METAIS. Apesar de estarem legalmente excluídas da proibição do Ministério da Indústria e Comércio, que interditou a actividade de pesagem de metal ferroso e não ferroso, indústrias do sector siderúrgico queixam-se de “falta de coordenação das autoridades”.

Duas semanas depois de o Ministério da Indústria e Comércio ter interditado a actividade de pesagem de metal ferroso e não ferroso, as principais indústrias do sector siderúrgico admitem dificuldades na aquisição de matéria-prima e antecipam um encarecimento dos produtos derivados, caso as autoridades não “resolvam os problemas de descoordenação existentes”.

Ao Valor Económico, representantes dos operadores indicam que, apesar de as siderúrgicas estarem legalmente excluídas da proibição, têm sido alvo de apreensões de camiões, devido ao que consideram excesso de fiscalização.

Um responsável conta que, não obstante a fábrica que representa justificar a origem dos materiais, enfrenta retenções de cargas e uma fiscalização mais rígida, situação que considera resultar de descoordenação das autoridades.

“Esta situação implica atrasos no fornecimento e consequente aumento de custos. Temos afirmado que, por norma, quem vandaliza ou rouba bens públicos não vai depois vendê-los com factura. Nós só compramos mediante factura, a agentes autorizados e registados na nossa base”, explica o director-geral da Fabrimetal, Luís Diogo. Considera positiva a medida, mas alerta para a necessidade de melhor coordenação das autoridades, no sentido de “não colocar em causa a actividade de quem actua dentro da lei”.

Valor Econômico 

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