O psicólogo e jornalista da edição jornal Folha 8, Nvunda Tonet, morreu na terça-feira, 20 de janeiro, na Clínica Girassol, em Luanda, vítima de doença. O técnico de saúde que durante muitos anos contribuiu para reduzir o índice de doença em Angola teve o seu corpo rejeitado na morgue da clínica Girassol, o que deixou preocupados e indignados familiares, colegas e profissionais da comunicação social.
A direção da Clínica Girassol alegou falta de espaço na morgue para o corpo do profissional da saúde que durante muito tempo dedicou a sua vida a salvar vidas.
Depois de a família ter mostrado disponibilidade em pagar pela conservação do corpo na morgue, apareceu imediatamente um lugar para depositar o mesmo, o que gerou indignação pela falta de consideração aos profissionais da saúde em Angola.
O caso demonstra, segundo familiares, a falta de reconhecimento aos técnicos de saúde, onde a ausência de espaço foi subvertida por interesses financeiros em detrimento da vida humana.
Segundo algumas fontes familiares, depois de dar entrada na mesma unidade hospitalar, antes de receber assistência médica, a direção do hospital teria recusado dar a devida assistência, confirmando porém o pagamento da consulta, mesmo tratando-se de um profissional da saúde, até que se confirmou a morte do mesmo.
Salienta-se que Nvunda Tonet começou a sentir-se mal na sua residência, no Projeto Nova Vida, e foi posteriormente levado à Clínica Girassol, onde não resistiu.
Jornal Hora H
