Banco Sol volta a encerra agências e despede mais de 100 colaboradores

A administração do Banco SOL prossegue com o seu Plano de Recapitalização e Restruturação (PRR), aprovado pelo Banco Nacional de Angola (BNA), que foi chamado a intervencionar para garantir a sustentabilidade no mercado da entidade bancária de importância sistémica.

Depois de, em Junho passado, ter encerrado 39 balões, o Banco anunciará amanhã, sexta-feira (16), o encerramento de mais 20 agências e o consequente despendimento de mais de cem colaboradores.

De recordar que o Plano de Reestruturação apresentado pela administração do Banco Sol, de que foi accionista o actual Presidente da República, João Lourenço, vai contemplar a redução de 30% dos seus colaboradores até 2027. Segundo as demonstrações financeiras da instituição, relativas a 2024, o Banco Sol tinha 1701 trabalhadores, o que dá um corte de 510 funcionários até 2027.

O banco liderado por Osvaldo Macaia (CEO) tem de reduzir ao máximo os seus custos operacionais, de modo a melhorar significativamente o seu rácio de eficiência.

Entre as medidas contempladas no Plano de Reestruturação está um aumento de capital a realizar pelos accionistas, onde se encontra António Mosquito, com 6,33% do capital, de modo a que o Banco Sol cumpra com os rácios prudenciais exigidos pelo Banco Nacional de Angola (BNA), em particular o indicador que diz respeito aos fundos próprios.

Além de António Mosquito, são accionistas do Banco Sol a consultora angolana Sansul SA (com 51%), Coutinho Nobre Miguel (com 12,24%) e a Fundação Lwini (com 10%), entre outros.

O actual Presidente da República de Angola, João Lourenço, deteve até 2011 uma participação naquela instituição financeira de 5,42%.

Lusa

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