PR não recebe Joana Tomás

Lisboa – O Presidente da República e líder do MPLA, João Manuel Gonçalves Lourenço, não concede uma audiência individual à secretária-geral da Organização da Mulher Angolana (OMA), Joana Tomás, há mais de seis meses. Fontes próximas do processo indicam que a ausência de contacto resulta de uma decisão política deliberada do líder do partido, que procura distanciar-se da dirigente, acusada internamente de ter descaracterizado o papel histórico e mobilizador da organização feminina do MPLA.

A OMA realiza o seu congresso ordinário no próximo mês de março, mas Joana Tomás será a primeira secretária-geral, na história da organização, a não concorrer à própria sucessão. A decisão é interpretada, em meios partidários, como resultado da perda de confiança e apoio da liderança do MPLA, que terá condicionado politicamente a sua continuidade à frente da organização.

Criada em 1962, no contexto da luta de libertação nacional, a Organização da Mulher Angolana (OMA) surgiu como o braço feminino do MPLA, desempenhando um papel central na mobilização política, social e militar das mulheres angolanas. Ao longo das décadas, a OMA afirmou-se como uma das principais estruturas de massas do partido, com forte implantação nacional, tendo sido liderada durante mais de 20 anos por Luzia Inglês Van-Dúnem, período marcado por estabilidade interna e forte alinhamento com a direcção do MPLA.

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