TCUL encerra o ano com prejuízos de cerca de 100 milhões de kwanzas

A Empresa de Transportes Colectivos Urbanos de Luanda (TCUL) registou, em 2025, prejuízos estimados em cerca de 100 milhões de kwanzas, resultantes de actos de vandalismo contra os seus meios circulantes, agravados pela paralisação e destruição de autocarros durante a greve dos taxistas, ocorrida em Julho do corrente ano.

A informação foi avançada, terça-feira, pelo presidente do Conselho de Administração (PCA) da TCUL, Nelson Jorge, durante a apresentação do balanço anual das actividades da empresa.

Em declarações à imprensa, o gestor sublinhou que, para além dos danos registados durante a paralisação, a empresa enfrenta, anualmente, perdas na ordem dos 50 milhões de kwanzas, provocadas pela destruição deliberada de autocarros por parte de passageiros.

“Mesmo nos casos em que a Polícia consegue deter os autores dos danos, muitas vezes estes não dispõem de capacidade financeira para ressarcir os prejuízos causados”, lamentou.

Nelson Jorge informou ainda que, desde Setembro último, a TCUL passou a operar com 125 autocarros, depois de ter iniciado o ano com apenas 36 meios operacionais.

Acrescentou que o Executivo disponibilizou recentemente 35 novos autocarros para reforçar o serviço de transporte dos utentes do Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto (AIAAN).

Segundo o PCA, a empresa dispõe actualmente de uma frota total de

300 autocarros, dos quais 175 se encontram em processo normal de recuperação.

Relativamente às perspectivas para 2026, o responsável anunciou a introdução de novos autocarros e a abertura de novas rotas, estando em curso estudos de avaliação e identificação das áreas prioritárias.

No que concerne à arrecadação de receitas, Nelson Jorge considerou os valores obtidos ainda reduzidos, sublinhando que o serviço de transporte urbano é estruturalmente deficitário. Recordou que, sem o subsídio do Executivo, o custo real da tarifa por passageiro rondaria os 700 kwanzas.

O gestor recordou, igualmente, que anteriormente eram validados cerca de sete milhões de bilhetes

por mês, à tarifa de 100 kwanzas, número que, com o aumento dos preços, desceu para aproximadamente dois milhões de bilhetes mensais.

Entre os principais desafios da empresa, apontou o reforço do combate aos actos de vandalismo e a necessidade de garantir maior segurança aos trabalhadores, tanto no percurso casa-serviço como durante o exercício das suas funções.

Imparcial Press 

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