A nomeação de António Silva para a presidência do Conselho de Administração do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA) volta a colocar a instituição sob escrutínio, perante alegações de irregularidades financeiras, atrasos na tramitação de processos e dúvidas sobre a gestão dos recursos públicos.
Segundo informações recolhidas pela nossa equipa, existem suspeitas relacionadas com a concessão de créditos sem a correspondente formalização contratual, pagamentos cuja justificação carece de esclarecimentos e possíveis falhas nos mecanismos de controlo interno.
A investigação aponta igualmente para a existência de uma auditoria interna que terá sido determinada pela ministra Vera, na sequência de alertas sobre alegadas inconformidades na gestão anterior. No entanto, a nossa redacção ainda não conseguiu confirmar oficialmente as conclusões do relatório nem as medidas eventualmente adoptadas.
Outro ponto de preocupação prende-se com os atrasos nos financiamentos, que, segundo informações, têm contribuído para a paralisação de projectos agrícolas.
Perante este cenário, impõe-se o esclarecimento dos processos herdados, a divulgação das medidas correctivas eventualmente adoptadas e a verificação independente das suspeitas apresentadas.
A nossa redacção apela à intervenção das entidades competentes para que sejam analisados os procedimentos de concessão de créditos, os apoios à mecanização agrícola, a distribuição de fertilizantes e a execução do programa Transforma Aqui.
Mais do que uma mudança na liderança, o FADA precisa de transparência, respostas concretas e garantias de que os recursos públicos chegam aos agricultores.
Agita News
