O empresário Bartolomeu Dias afirmou, em declarações recentes, que o Presidente da República, João Lourenço, não é angolano e acusou o chefe de Estado de o estar a perseguir. Segundo Dias, “os factos estão aí” e “todo mundo está a ver”.
De acordo com o empresário, ele teria sido constituído arguido em Angola, no contexto de um processo em que, segundo a sua versão, estariam envolvidas alegações contra o governo angolano. Bartolomeu Dias sustentou ainda que o próprio Presidente lhe teria dito que, enquanto estivesse no cargo, “o Bartolomeu ou paga ou vai preso”, motivando a acusação com base no facto de ele criticar a governação.
“O que não tem lógica é eu ser chamado num processo que foi em Portugal, e com todos os documentos que estão aí e o faltoso, na minha perspectiva, foi o governo”, disse Bartolomeu Dias.
Nas suas declarações, o empresário afirmou que a alegada perseguição o leva a “desconfiar da nacionalidade angolana” de João Lourenço. Para além disso, apontou que o seu trabalho e atuação não corresponderiam ao de “quem é angolano”, acrescentando que se identifica como angolano e que nasceu no Cuando Cubango.
Bartolomeu Dias afirmou também que considera o Presidente “uma pessoa perigosa” e referiu que o acusa de perseguição desde o período em que João Lourenço terá desempenhado funções como ministro da Defesa, sustentando que o estado do país estaria ligado à atuação do atual Presidente.
Até ao momento, não há uma resposta pública oficial por parte da Presidência da República às acusações feita por Bartolomeu Dias.
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