CIDADÃO ERITREU DO SUPERMERCADO AFRICANA DESCONTO ACUSADO DE AGREDIR E CUSPIR NO ROSTO DE FUNCIONÁRIO ANGOLANO

O funcionário angolano, Abílio Armando, do supermercado Africana Desconto, localizado no município de Cacuaco, acusa um responsável de nacionalidade eritreia de agressão física e verbal durante um desentendimento no local de trabalho.

Abílio Armando, vigilante do estabelecimento, afirma que o incidente aconteceu durante a conferência de mercadorias que seriam transferidas para uma das lojas. Segundo o trabalhador, ao verificar a folha de contagem, constatou que os produtos já tinham sido contabilizados e tentou explicar a situação ao responsável do armazém. A conversa, de acordo com o funcionário, acabou por gerar uma discussão.

O vigilante relata que foi inicialmente insultado e, posteriormente, agredido com empurrões e um golpe no peito. O trabalhador afirma ainda que, depois dos colegas intervirem para acalmar a situação, o responsável voltou a atacá-lo, tendo-o agarrado pelo pescoço e atingido com um pedaço de madeira, causando-lhe uma lesão no braço.

Após o incidente, o trabalhador disse que foi chamado pela direção-geral do supermercado para prestar esclarecimentos. Segundo o vigilante, a sua versão dos factos foi ouvida, mas a empresa decidiu suspender os dois funcionários envolvidos no conflito.

“Disseram que eu poderia voltar para o trabalho e voltei, mas vi que as coisas já não eram as mesmas. Eu sei que a qualquer momento pode surgir outra situação, porque me mandaram aguardar pelo departamento jurídico” expressou Abílio Armando.

O lesado, considera que existe desigualdades no tratamento entre os trabalhadores angolanos e estrangeiros, e destaca que as situações de agressão tem sido recorrente na empresa, mas que outros funcionários evitam denunciar por receio de perder o emprego.

“Eu sei que, infelizmente no nosso país, os estrangeiros são mais favorecidos do que os angolanos. Esses casos de agressão são recorrente nesta empresa, por este motivo recorri à mídia e a Angola toda, de forma geral, para podermos levar esta causa adiante” declarou o funcionário.

Face a estas alegações, Abílio Armando, defende uma maior presença do sindicatos das empresas, para que os trabalhadores tenham uma estrutura a quem possam recorrer em situações de conflito laboral.

JORNAL HORA H

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