OMS afirma que Angola é o segundo país africano com mais caso de MPOX

Segundo o jornal Notícias ao Minuto, em uma informação avançada nesta segunda-feira, 14 de setembro, a OMS divulgou um relatórios sobre o surto multinacional de mpox, onde destacou que Angola foi apenas ultrapassada por Madagáscar, que registou 785 casos naquele período, e ficou à frente do Quénia (94), República Democrática do Congo (41) e Camarões (28), entre 6 de Julho e 16 de Agosto.

A Organização Mundial da Saúde alertou para um aumento acentuado de casos de mpox em Angola desde meados de maio de 2026, embora casos esporádicos já viessem sendo detetados desde o final de 2024. Das 21 províncias do país, 8 registaram casos confirmados desde 2024, mas apenas duas, Cabinda e Moxico Leste, concentram todos os casos do actual surto iniciado em abril de 2026. Cabinda é o epicentro, com 193 dos 274 casos confirmados, cerca de 70% do total, e por estar separada do resto do país por território da RDCongo representa um risco significativo de propagação transfronteiriça.

O grupo mais afetado tem sido o de jovens adultos entre os 20 e os 29 anos, que correspondem a 53% dos casos confirmados, com 56% das infeções registadas entre mulheres e raparigas. Em resposta, as autoridades angolanas activaram o plano nacional de resposta, mobilizaram equipas rápidas a nível nacional e provincial e reforçaram a busca activa de casos, o rastreio de contactos, a sensibilização das comunidades e a vacinação de contactos e profissionais de saúde nos municípios de maior risco.

Na Guiné-Bissau, até 16 de agosto foram contabilizados sete casos confirmados e nenhuma morte, desde o primeiro caso em 26 de junho, todos registados em Bissau e arredores com circulação do clado IIb do vírus. Foram investigados 47 casos suspeitos no total. A OMS informou que estão em curso medidas de resposta nos dois países, como a activação do sistema de gestão de incidentes, investigação, gestão de casos e comunicação com as comunidades, lembrando que a mpox causa febre, dores musculares, aumento dos gânglios e lesões de pele e mucosas.

Marcos Mayo.

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