A administradora executiva da TAAG responsável pelas áreas Jurídica e de Recursos Humanos, Neide do Rosário Pinto Teixeira, está a ser alvo de acusações relacionadas com alegados favorecimentos na contratação, progressão salarial e atribuição de benefícios a familiares e pessoas próximas.
Segundo informações remetidas ao *Imparcial Press*, alguns familiares, amigos e pessoas próximas da administradora terão sido admitidos na companhia sem passar pelos mesmos procedimentos de recrutamento aplicados aos demais candidatos, situação que estará a gerar descontentamento entre trabalhadores da empresa.
Entre os nomes mencionados pelos trabalhadores estão Silvia Narciso, apontada como cunhada de Neide Teixeira; José Justino, identificado como filho de uma amiga próxima; Judith Job e Elson Gomes, apontados como familiares; e Marcelo, inicialmente estagiário e posteriormente contratado como efectivo, que os relatos associam à família de uma responsável da área de Capital Humano.
Os funcionários questionam igualmente alegados aumentos salariais concedidos a determinados funcionários num curto espaço de tempo, sustentando que algumas progressões terão ocorrido sem critérios claros ou sem a observância dos procedimentos internos da companhia.
As queixas estendem-se ao regime de bilhetes de facilidades, com os trabalhadores a pedirem maior escrutínio sobre a identidade dos beneficiários e a documentação utilizada para a constituição dos agregados familiares. Segundo os relatos, familiares e pessoas próximas de responsáveis da empresa terão beneficiado deste mecanismo, incluindo em classes executiva e primeira.
Os funcionários defendem, por isso, que os processos de emissão e utilização dos bilhetes sejam submetidos a uma auditoria, particularmente os casos envolvendo pessoas que não integram o quadro de trabalhadores da TAAG.
As acusações envolvem igualmente Tânia Marques, responsável pela Direcção de Capital Humano, a quem os funcionários atribuem alegadas ligações pessoais com alguns dos beneficiários.
Os queixosos questionam os critérios utilizados na constituição de determinados agregados familiares e pedem esclarecimentos sobre a documentação apresentada.
O caso envolve ainda a situação de Neusa Noeiji Garcia Gonga, magistrada que anteriormente exerceu funções na área de Contencioso Laboral da TAAG.
Os mesmos questionaram a alegada acumulação das funções na companhia com o exercício da magistratura, levantando dúvidas sobre uma eventual incompatibilidade.
Os funcionários defendem que a Procuradoria-Geral da República, a Inspecção-Geral da Administração do Estado e o Serviço de Investigação Criminal devem, dentro das respectivas competências, averiguar os processos de contratação, alterações salariais, constituição de agregados e emissão de bilhetes de facilidades que consideram susceptíveis de esclarecimento.
O *Imparcial Press* procurou obter uma reacção da TAAG e dos responsáveis directamente visados sobre os factos relatados. A posição da companhia e dos envolvidos deverá ser considerada no âmbito do direito de resposta.
Imparcial Press
