GOVERNO DE LUÍS NUNES ESTA DISTRAÍDO: TERMINOU O CACIMBO E CHUVAS AVISAM QUE ESTÃO DE REGRESSO

A estação quente e a inevitável época das chuvas estão de regresso. A estação seca (sem chuvas e com frio), ou cacimbo, como se diz em Angola, é a estação que decorre de Maio a Agosto. É assim chamada por oposição à estação quente e de chuvas, que vai de Setembro a Abril. Oficialmente, o tempo seco e frio termina a 15 de Agosto e vai começar então o tempo quente e as “benditas” chuvas.

REDACÇÃO JORNAL HORA H

A partir de agora, começa a regista-se uma subida gradual das temperaturas máximas e mínimas e maior humidade em grande parte do país.  A nova época chuvosa estende-se habitualmente até 15 de Maio do ano seguinte.

Na madrugada desta terça-feira, 18 de Agosto, as chuvas começaram por dar um sinal de que estão de regresso. Depois de mais ou menos quatro meses de ausência, algumas zonas das províncias de Luanda e Icolo e Bengo receberam os primeiros pingos da nova época chuvosa 2026/27.

Os habitantes de Luanda, principalmente os moradores das periferias e de bairros sem condições de saneamento adequado e escoamento de águas, já começam a fazer contas à vida, porque, uma vez mais, se vai repetir o que acontece há muitos anos. Igualmente, a população da província vizinha de Icolo e Bengo, recentemente separada de Luanda, temem o mesmo.

Infelizmente a história vai repetir-se, pelo que se pode constatar na maior parte dos bairros de Luanda. Está tudo na mesma e, em alguns casos, pior.

Com algumas excepções, levadas a cabo pelo Governo Provincial de Luanda (GPL) ao reparar algumas artérias em bairros específicos, as Administraçôes municipais nada fazem. Onde se esboçaram obras está tudo paralisado e os lugares que há tempos reclamam por alguma intervenção, um entulho, uma simples terraplanagem ou a abertura de valas para escoamento das águas pluviais e não só, continua tudo na mesma.

É sempre assim, todos anos. Como sempre, no tempo das chuvas e diante das calamidades que acontecem, os responsáveis pelas edilidades demonstram preocupação, apresentam ideias e sempre prometem fazer melhor tão logo haja um interregno das chuvas.

O tempo de cacimbo seria pois o ideal para se efectuar reparações, entulhos, limpeza, terraplanagens de vias secundárias e terciárias, entre outras ruas. Porém, quando chega a estação seca acabam-se as preocupações de quem tem a responsabilidade de administrar as localidades e fazer a política para o bem-estar comum. Preferem ficar à “sombra da bananeira”.

Para decepção da população, os dirigentes administrativos, apesar das falhas que vão cometendo ano após ano, não são substituídos e, quando o são, é por mais do mesmo, ou seja, por indivíduos que não demonstram qualquer vocação no trabalho pelo desenvolvimento das comunidades, nem  têm tempo a perder com “problemas alheios”, porque o que conta é o proveito próprio, antes que outro seja nomeado “para também aquecer o lugar”.

É assim que, todos os anos, o cenário se repete e as coisas se vão agravando, cada vez um pouco mais, ante o olhar sereno de quem promete tanto, mas nada faz. As chuvas vão começar, mas as ruas esburacadas, o saneamento e a limpeza de Luanda e das suas periferias continuam à espera de milagres, tal como acontece nos municípios de Icolo e Bengo.

De estupefação em estupefação, a população não percebe o que fazem as unidades técnicas afectas às tais administrações, nem para onde vão as máquinas e demais meios rolantes e técnicos. Igualmente questionam o que se faz com as verbas que são alocadas para essas edilidades?!

Os moradores de Luanda há muito que reclamam e queixam-se dos responsáveis administrativos que, mesmo com evidências do mau trabalho que prestam, ao invés de serem sancionados, ainda ascendem a cargos superiores ou recebem voto de confiança para continuar a dirigir os destinos de importantes sectores do país.

Quando assim acontece e apenas para justificar trabalho, dedicam-se a prometer “mundo e fundos”, a esboçar empreitadas.

  • Jornal Hora H
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